Sado ameaça Alcácer e obriga a evacuação
A subida persistente do rio Sado levou à evacuação preventiva de parte da baixa de Alcácer do Sal. Autoridades temem agravamento durante a próxima maré cheia.
A baixa de Alcácer do Sal voltou esta quarta-feira a ficar submersa, numa situação que levou as autoridades a ordenar a evacuação preventiva da Avenida dos Aviadores e da zona marginal da cidade. A decisão surge após a confirmação de que o nível do rio Sado continuou a subir mesmo durante o período de baixa-mar.
Segundo o comandante sub-regional do Alentejo Litoral, às 17h30, hora prevista de maré baixa, o rio já galgava as margens, contrariando o comportamento habitual das águas. A tendência de subida manteve-se ao longo da tarde, aumentando os receios quanto ao impacto da próxima preia-mar, prevista para as 00h00.
A zona afetada concentra sobretudo lojas, bancos, restaurantes e outros estabelecimentos comerciais nos pisos térreos, enquanto os andares superiores são habitados por residentes alertados para o risco. Até ao momento, não foram formalizados pedidos de retirada, embora as autoridades admitam que alguns moradores possam ter procurado abrigo junto de familiares.
Nos últimos dias, com a descida temporária das águas, foram iniciados trabalhos de limpeza na baixa da cidade e alguns residentes regressaram às suas casas. Contudo, face ao novo agravamento, esses trabalhos foram suspensos e os meios de socorro mantêm-se no terreno a acompanhar a evolução da situação.
As previsões para a madrugada são consideradas desfavoráveis. Sete barragens efetuam atualmente descargas para o rio Sado: Vale de Gaio, Pego do Altar, Odivelas, Campilhas, Alvito, Fonte Serne e Roxo. A conjugação destas descargas com o pico da maré cheia da manhã, que ocorreu às 11h30, contribuiu para o aumento do caudal.
A subida das águas voltou ainda a isolar as povoações de Santa Catarina, Casebres e a zona da Barrosinha, reforçando o impacto da instabilidade meteorológica que marca as últimas semanas.
Desde 28 de janeiro, 15 pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta. O mau tempo provocou centenas de feridos e desalojados, além de destruição parcial ou total de habitações e empresas, quedas de árvores e estruturas, encerramento de estradas e interrupções no fornecimento de energia, água e comunicações.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo continuam entre as mais afetadas. O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 em 68 concelhos e anunciou um pacote de apoios que pode atingir 2,5 mil milhões de euros.
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