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Ryanair aumenta lucros em 40% e transporta mais de 208 milhões de passageiros

A Ryanair fechou o ano fiscal de 2025/2026 com lucros recorde de 2,26 mil milhões de euros, impulsionados pelo aumento das tarifas e pelo crescimento do tráfego aéreo.

A Ryanair registou um lucro líquido recorde de 2,26 mil milhões de euros no exercício fiscal de 2025/2026, o que representa um crescimento de 40% face aos 1,61 mil milhões de euros obtidos no ano anterior.

A companhia aérea transportou 208,4 milhões de passageiros até março de 2026, mais 4% do que no exercício anterior, mantendo uma taxa média de ocupação de 94%.

As receitas totais aumentaram 11%, atingindo 15,54 mil milhões de euros, impulsionadas sobretudo pelo crescimento das tarifas aéreas, que subiram cerca de 10% após a quebra registada no ano anterior.

Segundo a empresa, a receita média por passageiro aumentou 7%, enquanto as receitas complementares, como bagagem e serviços adicionais, cresceram 6%, alcançando 4,99 mil milhões de euros.

Apesar do aumento dos custos operacionais para 13,09 mil milhões de euros, a Ryanair conseguiu manter os custos unitários relativamente controlados, subindo apenas 1%.

O CEO do grupo, Michael O’Leary, destacou que os resultados foram alcançados apesar dos atrasos nas entregas de aeronaves Boeing e da volatilidade no mercado energético provocada pelo conflito no Médio Oriente.

A companhia revelou que 80% das necessidades de combustível para o próximo exercício já estão cobertas através de contratos de cobertura financeira, a um preço médio de cerca de 67 dólares por barril, estratégia que considera fundamental para proteger os resultados num contexto de forte instabilidade.

A Ryanair terminou o exercício com uma frota de 647 aviões, incluindo todos os 210 Boeing 737 “Gamechanger”, aeronaves mais eficientes em termos de consumo de combustível e emissões.

A empresa prevê transportar cerca de 216 milhões de passageiros no exercício de 2026/2027, mantendo uma estratégia de crescimento sustentada em mercados com menores taxas aeroportuárias e incentivos ao tráfego aéreo, como Albânia, Itália, Marrocos, Eslováquia e Suécia.

Em sentido contrário, a companhia refere estar a reduzir capacidade em mercados considerados menos competitivos devido à elevada carga fiscal, como Alemanha, Bélgica, Áustria e algumas regiões de Espanha.

A Ryanair confirmou ainda o pagamento de um dividendo final de 0,195 euros por ação em setembro, sujeito à aprovação em assembleia-geral.

No plano estratégico, o grupo prevê continuar a investir na expansão da frota, na manutenção própria de motores e na eficiência operacional, mantendo o objetivo de atingir os 300 milhões de passageiros anuais até 2034.

A empresa alertou, contudo, para os riscos associados ao aumento do preço do combustível, tensões geopolíticas, inflação e possíveis perturbações no controlo aéreo europeu, fatores que poderão influenciar os resultados do próximo exercício.


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