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Rosa Grilo condenada a pena máxima pelo homicídio de Luís Grilo

A juíza-presidente considerou esta tarde que Rosa Grilo foi a única autora do homicídio de Luís Miguel Grilo, tendo por móbil os seguros de vida de meio milhão de euros, retirando do cenário de homicídio o amante, António Joaquim.

Rosa Grilo foi condenada a 24 anos de prisão por homicídio qualificado e profanação de cadáver, os mesmos crimes pelos quais António Joaquim foi absolvido, e mais um ano por posse de arma ilegal, o que faz o cúmulo jurídico de 25 anos de prisão efectiva.

Cerca de trinta minutos depois da hora marcada para a leitura do acórdão, no Tribunal de Loures, a juíza-presidente iniciou a leitura da totalidade do acórdão, que durou perto de duas horas, no qual refere que foi Rosa Grilo que levou a arma para o cenário do crime, preparou este e executou-o.

O Tribunal considerou ainda que Rosa Grilo usou da mentira em relação ao que disse durante o julgamento, apresentando versões inverosímeis.

Devido à ‘dúvida’ sobre o papel de António Joaquim no homicídio, este foi retirado da acusação de homicídio qualificado e de profanação de cadáver, mas foi condenado a dois anos de pena suspensa por uso e porte de arma ilegal.

Rosa Grilo terá ainda de pagar uma indemnização ao filho de 45 mil euros e foi considerada ‘indigna’, pelo que todo o valor de herança será entregue ao jovem.

A primeira leitura do acórdão esteve marcada para 10 de Janeiro, com a característica do julgamento ter contado com três juízes e quatro jurados, escolhidos entre os cidadãos nacionais.

Tânia Reis, advogada da viúva, chegou ao tribunal cerca das 15h50. Momentos antes de entrar para a leitura da sentença, a defesa de Rosa Grilo disse estar “confiante” numa absolvição e deixou no ar a possibilidade de Rosa Grilo avançar com um recurso.

Já Ricardo Serrano Vieira, o advogado de António Joaquim, não quis responder a qualquer pergunta dos jornalistas antes de saber o resultado do julgamento.

Nas alegações finais, a 26 de novembro de 2019, o procurador do MP Raul Farias pediu a condenação dos arguidos a penas de prisão superiores a 20 anos, enquanto as defesas apontaram falhas à investigação da Polícia Judiciária e pediram a absolvição.


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