Reunião de câmara do Montijo assinala 25 de Abril e 1º de Maio e questiona competência da Ministra da Saúde pelo fecho das urgências no Barreiro
Na reunião de câmara do Montijo, desta quarta-feira, louvou-se o 25 de Abril e o 1º de Maio pelos direitos conquistados. Foi também questionada a competência da Ministra da Saúde, que continua sem reunir com os municípios da Península de Setúbal, para discutir o encerramento das urgências de ginecologia e obstetrícia do Hospital do Barreiro.
O vereador Ricardo Bernardes (PS) apresentou uma declaração de louvor ao 52º aniversário do 25 de Abril, a revolução que pôs fim ao regime ditatorial, e ao 1º de Maio, dia do trabalhador.
A declaração menciona os direitos conquistados pela revolução e deixa um reconhecimento especial a todos os montejenses que resistiram contra a ditadura e que foram deputados constituintes, aos militares do Movimento das Forças Armadas e aos deputados da Assembleia Constituinte “que lançaram as bases da democracia que hoje temos”.
Sobre o 1º de Maio sublinha os direitos conquistados como o direito à greve, à contratação coletiva, à redução do horário de trabalho, ao descanso semanal obrigatório e o direito à reforma.
Apesar dos progressos, Bernardes refere que “a realidade mostra que esta efeméride continua a revestir-se de toda a importância, porque o processo de conquista de melhores condições de trabalho é permanente, e conhecem-se hoje novos riscos e novas formas de exploração. É importante não retroceder em nenhum dos progressos feitos em matéria de legislação laboral”.
O vereador Nuno Valente (Chega) sobre os 52 anos do 25 de Abril não falou sobre os direitos conquistados, mas antes referiu que apesar do regime democrático e das eleições livres, as ideias de pensamento “deixaram de ser patrióticas para serem globais, de serem de matriz católica para se tornarem de género, de minorias e inclusivas. Deixámos de nos orgulhar da nossa história para atacar 900 anos do passado”.
As urgências de ginecologia e obstetrícia do Hospital do Barreiro, que encerraram no passado dia 15 de abril, voltaram a ser tema de discussão na reunião. O presidente Fernando Caria (Montijo com Visão e Coração), questionado pelo vereador Ricardo Bernardes, afirmou que os municípios ainda estão a aguardar reunião com a ministra da saúde, Ana Paula Martins. Caso a ministra não conceda a reunião, será pedida uma audiência com o Primeiro-Ministro, Luís Montenegro.
Ricardo Bernardes propôs que se avance já com o pedido de audiência a Luís Montenegro porque a ministra “não é uma interlocutora confiável nem válida”, para a resolução do problema, “pela maneira como se comportou nas reuniões e pela falta de respeito que tem demonstrado aos autarcas”.
Também sobre a saúde, Nuno Valente diz que o que está a ser feito “continua a ser pouco”. Fernando Caria referiu que já foram feitos pedidos aos grupos parlamentares, incluindo o do Chega, para discutir o fecho das urgências. Contudo, o vereador afirma que o grupo parlamentar do Chega não recebeu nada.
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