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Repsol recebe licença para novas fábricas em Sines

A empresa considera que o investimento contribui para a criação de emprego qualificado e reforça o impacto económico e social na região de Sines

A Repsol recebe esta quarta-feira a licença que permite avançar com a operação das duas novas fábricas do projeto Alba, em Sines. No total, as unidades representam um investimento de 820 milhões de euros e deverão começar a funcionar no final de 2026.

Segundo a Repsol, em resposta a questões da agência Lusa, o Título Digital de Exploração Industrial permite «o exercício da atividade industrial». Além disso, a empresa afirma que o documento confirma que as novas unidades têm as condições necessárias para avançar para a entrada em operação.

O ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, e o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, Ricardo Pinheiro, entregaram o título numa cerimónia realizada às 11h00, no Complexo Industrial da Repsol, em Sines.

Investimento de 820 milhões de euros

As duas novas fábricas vão produzir polipropileno e polietileno linear de baixa densidade. Assim, a Repsol prevê iniciar a operação das unidades no final deste ano.

A empresa revelou à Lusa que o projeto Alba representa um investimento total de 820 milhões de euros, aplicado na construção das duas fábricas.

Durante a fase de construção, o projeto chegou a contar com 1.300 trabalhadores em determinados períodos. Entretanto, a Repsol já criou 100 postos de trabalho diretos permanentes e cerca de 300 indiretos para assegurar o funcionamento das novas unidades.

Desta forma, a empresa considera que o investimento contribui para a criação de emprego qualificado e reforça o impacto económico e social na região de Sines.

Novas fábricas terão capacidade para 600 mil toneladas por ano

As duas unidades terão capacidade para produzir, em conjunto, 600 mil toneladas de polímeros por ano. Ou seja, cada fábrica poderá produzir 300 mil toneladas anuais.

Segundo a Repsol, os produtos das novas unidades serão «100% recicláveis» e poderão servir aplicações especializadas. Por exemplo, a empresa aponta as indústrias farmacêutica, automóvel e agroalimentar.

O Governo português e a Repsol Polímeros assinaram, em outubro de 2021, ainda durante o Governo de António Costa, um contrato de investimento de 657 milhões de euros para a construção das duas fábricas. O acordo previa ainda incentivos fiscais até 63 milhões de euros.

Na altura, a AICEP Global Parques estimou que as duas unidades poderiam gerar um impacto económico de cerca de mil milhões de euros por ano. Nesse sentido, a entidade apontou a substituição de importações, o aumento das exportações e novas oportunidades para a indústria transformadora portuguesa.


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