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Renúncias abalam Junta de Freguesia do Samouco e Chega repudia postura do executivo

Crise política em Samouco suscita controvérsia e indignação na comunidade e política local.

Renúncias abalam Junta de Freguesia do Samouco e Chega repudia postura do executivo Crise política em Samouco suscita controvérsia e indignação na comunidade local A renúncia do Presidente e da Secretária da Junta de Freguesia do Samouco, Leonel Fina e Clara Vila Cova, respetivamente, desencadeou uma crise política profunda e expôs divergências internas que inquietam a população.

A crise veio a público com a renúncia dos dois membros do executivo, eleitos para o mandato 2021-2025. Clara Vila Cova justificou a sua saída alegando discordâncias com a gestão de Leonel Fina, enquanto este, sem um comunicado oficial, utilizou a imprensa e redes sociais para partilhar a sua versão, criticando a ex-colega de forma considerada inadequada.

O Partido Socialista de Alcochete justificou a desavença como resultado de “questões pessoais”, versão rapidamente refutada por Clara Vila Cova. A ex-secretária afirmou que os motivos são divergências quanto à gestão e procedimentos administrativos, com suspeitas de irregularidades que já estão sob investigação da Polícia Judiciária.

O silêncio do PS Alcochete e de Leonel Fina após estas revelações tem sido interpretado como desrespeito à população, que exige respostas claras. Há também críticas à permanência do tesoureiro, agora Presidente, que muitos consideram ter conhecimento das divergências internas e cuja postura pública tem sido vista como inadequada.

Este cenário levantou questões sobre a ética e transparência na gestão da Junta de Freguesia, com apelos por uma mudança que garanta respeito e clareza na administração local. A população do Samouco aguarda esclarecimentos e medidas que restabeleçam a confiança na sua autarquia.

O Chega de Alcochete acaba de emitir um comunicado onde repudia esta situação que se gerou no seio do executivo da autarquia de proximidade daquela vila, que passamos a publicar na íntegra:

COMUNICADO

Em face dos recentes acontecimentos vindos a público que culminaram com a renúncia aos respetivos mandatos do Presidente da Junta de Freguesia do Samouco, Leonel Fina e da Secretária do mesmo Executivo, Clara Vila Cova e considerando todo o contexto divulgado publicamente que rodeou esta inequívoca crise política, é com preocupação que o CHEGA, ao nível local olha para a situação concreta da gestão autárquica da Freguesia do Samouco.

Perante a impossibilidade de dar continuidade ao exercício de funções pelo executivo inicialmente eleito para a Freguesia do Samouco, para o mandato 2021/2025, vieram a lume situações que considerámos, no mínimo, inquietantes, desde logo, as razões apresentadas por cada uma das partes envolvidas para justificar esta crise política, não são coincidentes entre si, se por um lado a Senhora secretária cessante Clara Vila Cova emitiu um primeiro comunicado onde apontava divergências com o Presidente do Executivo no que diz respeito à concreta gestão daquela autarquia e a procedimentos e decisões internas com os quais não se identificava.

O Presidente cessante, não o tendo feito formalmente, tem vindo divulgar a sua visão pessoal dos factos através de declarações prestadas vagamente à imprensa, designadamente ao Jornal “O Setubalense” e ainda nas redes sociais, no seu estilo e registo peculiares de tecer considerações sobre o contexto político local, nem sequer se coibiu de fazer alusões desprimorosas à sua Secretária de Executivo ultrapassando largamente os limites do razoável ao apresentar juízos de valor e apreciações subjetivas que afetam, não apenas a visada, mas também o seu núcleo familiar mais próximo, o que nos parece uma nítida manobra de diversão para iludir a população local e, afinal, perturbar o esclarecimento cabal, necessário, legítimo e desejável da verdade dos fatos.

Por sua vez, em comunicado oficial a Concelhia de Alcochete do Partido Socialista vem apresentar uma pretensa justificação dos factos com o que seriam alegadas “questões pessoais” que teriam gerado a desavença entre os dois autarcas cessantes, versão esta prontamente desmentida em novo comunicado feito divulgar pela Senhora secretária cessante, a qual esclareceu que inexistem quaisquer questões pessoais entre a mesma e o seu anterior colega de executivo, antes estando em causa divergências quanto a atos concretos de gestão e tramitação administrativa daquela autarquia, bem como suspeitas de irregularidades, que, aliás, terão motivado a denúncia a autoridades competentes, existindo ainda informação pública de que tais procedimentos estão confiados à alçada da Polícia Judiciária.

Perante este novo conjunto de informações, mantiveram quer a concelhia do PS Alcochete, quer o senhor Presidente cessante um silêncio que entendemos ser comprometedor e que se tem por

desrespeitoso para com a população local que democraticamente elegeu o Executivo PS para exercer funções na Junta de Freguesia do Samouco.

É, pois, legítimo questionar o que verdadeiramente motivou esta crise política e esta exigência de respostas é natural desejada e legitima por parte quer da população local, quer dos representantes das demais forças políticas representadas ao nível local e municipal.

Neste âmbito, e muito embora saibamos que existe cobertura legal para a estratégia desenvolvida na constituição do Executivo na Junta de Freguesia do Samouco, a verdade é que a boa ética política determinaria que o senhor tesoureiro, então em funções, houvesse também renunciado ao respetivo mandato, enquanto não resulta minimamente credível que o mesmo pudesse ignorar as divergências havidas entre os seus colegas e muito menos as razões das mesmas, resulta ainda pouco credível que este venha agora assumir funções como Presidente do Executivo como que tentando fazer tábua rasa do facto de ter, por inerência de funções, acompanhado de perto todo o conflito interno, e mais grave parece-nos a postura do novo Presidente de se apresentar publicamente na tomada de posse como um verdadeiro “arauto da moralidade” que teria tentado ser, nas suas próprias palavras, “o fiel da balança”, que teria sido o único dos três a assumir generosamente os seus deveres e missão para com a população que também o elegera, escusando-se a tomar qualquer posição frontal e assertiva sobre o contexto interno e gestão desta autarquia, ao mesmo tempo que, numa postura algo ambígua não tenha deixado de tecer críticas veladas aos membros cessantes do executivo que também integrou, como forma de autopromoção numa atitude que consideramos reprovável eticamente para com o órgão autárquico de que hoje é legal representante e para com a própria população local e interesse publico que deveria sempre se sobrepor a quaisquer desejos, ambições ou interesses pessoais de ascensão na carreira política.

A vila do Samouco precisa de ser respeitada!

A vila do Samouco precisa de uma mudança!

A vila do Samouco precisa de uma Limpeza!

15 de maio de 2024

A Concelhia do Chega Alcochete


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