A sessão de dia 18 de maio contou com a forte participação de munícipes que alertaram os vereadores para diversos problemas.
Igor Pereira, representante do Movimento Resgatar Setúbal, teceu duras críticas à presidente Maria das Dores Meira, que se sentiu ofendida e promete recorrer ao Tribunal.
A parte reservada à intervenção do público na sessão de câmara, ficou marcada pelo representante do Movimento Resgatar Setúbal.
Igor Pereira teceu duras acusações à presidente Dores Meira e prometeu “realizar uma manifestação no dia 13 de junho, em frente às arcadas da câmara”. O munícipe lamentou “a atitude da presidente no mandato passado”, eleita pela CDU.
A edil eleita nas últimas autárquicas pelo Movimento “Setúbal está de Volta” considerou a intervenção de Igor Pereira “uma vergonha” e que “terá que provar em tribunal”, as ofensas preferidas. A autarca destacou a coragem do munícipe na sessão, “e as suas ofensas ficaram gravadas em ata”.
O elevado custo da tarifa do lixo
Rodrigo Ferreira, pequeno empresário residente há 26 anos em Setúbal, mostrou a sua insatisfação pelo aumento das tarifas do lixo e dos resíduos. O empresário apelou à presidente que “reveja as novas tarifas”, pois “pago mais de lixo que pago de energia”. O munícipe foi convidado a entregar os documentos que envolvem o pagamento das tarifas.
Ruído e desacatos na Fonte Nova
Tiago Capela denunciou a situação do ruído e desacatos que “não deixam os moradores descansarem” e se traduzem “na falta de segurança de quem aqui vive”. Este munícipe alertou para os semáforos que não funcionam na avenida Luísa Todi.
Também a presidente da Associação Direito ao Descanso alertou para o ruído “causado pelos bares e discotecas na zona ribeirinha”, que “continuam a não cumprir a lei”.
Da zona da Bela Vista veio a queixa de uma moradora, que sofreu danos na viatura, após terem decorrido obras no prédio onde habita. O vento provocou a queda de uma chapa. Já a munícipe isabel Santos denunciou a falta de segurança das ciclovias.
Figueirinha sem acesso de carros
O acesso à Praia da Figueirinha vai ficar condicionado aos carros e será apenas servida pelos transportes públicos. Este problema também foi alertado por outros moradores e vereadores da oposição.
A vice-presidente, Maria do Carmo Tiago, explicou a situação, que obriga a condicionar o acesso e o estacionamento de carros particulares, para facilitar a mobilidade dos transportes públicos.
O condicionamento tem como intenção garantir a segurança na colina em frente à praia, que sofreu graves danos com a intempérie de fevereiro, que provocou a queda de pedras e a destruição de rede.
A vice-presidente já reuniu com a empresa de transportes (TML), que prometeu garantir mais autocarros e dilatação de horários. O acesso à Praia da Figueirinha através de barco está a ser estudado com a APSS, mas deverá ser difícil concretizar nesta época balnear, que se inicia no princípio de junho. A autarca revelou também que a circulação na Serra da Arrábida não vai existir, mas o acesso a partir de Azeitão será reforçado para as praias do Creiro, Galapos e Galapinhos.
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