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Rafa importante na vitória benfiquista na Supertaça Cândido de Oliveira

Rafael Alexandre Fernandes Ferreira da Silva, mais conhecido no mundo do futebol, foi decisivo para o desfecho do jogo da Supertaça de Futebol nacional, ao contribuir, esta quarta-feira, com uma arrancada veloz e uma assistência na mesma jogada para Petar Musa fazer o 2-0, resultado com que o Benfica venceu o FC Porto.  

A saída de João Mário e entrada de Petar Musa (ponta de lança) deu mais um homem na área e foi precisamente o croata que fez o golo da tranquilidade, depois de mais uma excelente jogada individual de Rafa Silva. O jogador é conhecido pela forma como consegue, através da capacidade de drible de bola e mudanças repentinas de velocidade, criar oportunidades perigosas para os encarnados, e foi dessa forma que contribuiu para o momento decisivo do encontro.

Hoje em dia, Rafa é o chamado ‘falso 9’, uma posição reinventada no século XXI que tem sido cada vez mais utilizada nos últimos anos, em virtude do clássico extremo (como Luís Figo) ou número 10 (como Rui Costa o era). Rafa era, um extremo criativo, no Sporting Braga. Hoje em dia, no Benfica, é mais um procurador de espaços na zona entre o meio-campo e defesa adversária de modo a progredir sem pressão até à área. Aí, servindo-se da sua capacidade de aceleração, por vezes, consegue criar jogadas ao nível dos melhores do planeta.

O jogador, nascido no Barreiro, até esteve para ser transferido neste verão para o Al Sadd (Qatar), clube que contratou Uribe do FC Porto a custo 0. A proposta do clube qatari era mais vantajosa do que o Benfica podia oferecer ao avançado internacional português, que está no Benfica desde 2016 a troco de 16 milhões mais Benítez e Rui Fonte, que seguiram para o SC Braga, clube onde Rafa era o jogador chave.

Verdade seja dita, o avançado tem sido uma das pedras mais importantes do Benfica, desde a sua chegada. Logo no início da sua estadia na Luz assistiu Salvio com um cruzamento de trivela que permitiu o 1-0 frente ao rival Sporting CP.

A possibilidade de perder Rafa a custo 0, ao abrigo da ‘Lei Bosman’ (permite que os jogadores possam negociar com outro clube a 6 meses do fim do contrato e sair sem qualquer custo para esse clube), pesou na decisão. O jogador pretendia um contrato com ordenado de 3,5 milhões de euros líquidos por ano (cerca de 290 mil euros por mês) mais 10 milhões de euros de prémio de assinatura.

A contribuição do jogador no 38.º título das águias na última temporada (14 golos e 14 assistências) agradou a Roger Schmidt, que não pretendia abdicar dos serviços do atleta. Rafa declarou que rejeitou a proposta do clube do médio-oriente, e que está de corpo inteiro no Benfica, pelo menos para esta nova temporada.

Nos últimos dias, o Crystal Palace, da Premier League inglesa, mostrou interesse em contratar o jogador, que entrou no último ano de contrato com o clube da Luz. No entanto, Rafa parece mesmo decidido a ficar no plantel e ajudar os encarnados a conquistar um eventual 39.º título nacional.

Um dos defeitos apontado a Rafa nos últimos anos tem sido a fraca capacidade de decisão, ou seja, a qualidade de drible, velocidade e posse de bola está lá, mas a entrega final falha. Colmatando este facto, Rafa poderia ser um dos melhores da Europa. De Portugal, certamente que o é.


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