
A quebra no apoio publicitário atinge com força as publicações direcionadas à comunidade LGBTQ+ e a minorias étnicas e religiosas, que relatam uma retirada significativa de marcas nos últimos meses. Editores acusam as empresas de cederem à pressão política contra políticas de diversidade e inclusão, numa tendência que ameaça a sobrevivência destes meios.
O caso mais evidente é o do Gay Times, revista britânica que até recentemente registava crescimento nos Estados Unidos, mas que viu desaparecer 80% dos anunciantes num só ano, representando perdas superiores a cinco milhões de libras. Para Tag Warner, diretor-executivo, este corte não pode ser justificado apenas pela crise do setor, mas sim por um “regresso à velha e conhecida discriminação”.
Segundo o responsável, enquanto publicações generalistas ou sem ligação a temas de diversidade não sentiram impacto tão drástico, os títulos que dão voz à comunidade LGBTQ+ enfrentaram uma viragem dramática nas receitas.
Ainda assim, nem todos os meios foram atingidos da mesma forma. Alguns títulos com modelos de negócio menos dependentes da publicidade norte-americana e outros que mantêm relações de longa data com grandes empresas conseguiram atenuar os efeitos da retração.
A tendência também afeta outros segmentos. Nafisa Bakkar, cofundadora da plataforma Amaliah, dedicada a dar visibilidade a mulheres muçulmanas, lembra que há poucos anos existia uma “corrida ao ouro” para associar marcas à diversidade — realidade que hoje desapareceu.
O mesmo alerta foi deixado por Ibrahim Kamara, fundador da plataforma juvenil GUAP, voltada para públicos negros e multiculturais. Embora reconheça que a crise económica influencia estratégias de marketing, Kamara garante que o prestígio em apoiar comunidades diversas já não é o mesmo que em 2020.
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