País

PSP realiza 11.ª edição da Operação “A Solidariedade Não Tem Idade”

A operação de proximidade decorreu entre os dias 7 de agosto e 28 de setembro, abrangendo mais de 700 polícias na realização de 4028 contactos individuais e 233 ações de sensibilização junto da população mais idosa.

A Polícia de Segurança Pública (PSP) efetuou a Operação “A Solidariedade Não Tem Idade/2023”, entre os dias 7 de agosto e 28 de setembro, na sua área de responsabilidade em Portugal Continental e na totalidade das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores.

Esta operação de cariz preventivo é realizada pela PSP, anualmente, desde 2012, maioritariamente através dos Polícias afetos às Equipas de Proximidade e Apoio à Vítima (EPAV).

O seu principal objetivo é intensificar o contacto direto e o diálogo com a população mais idosa (+65 anos), visando a deteção, tão precoce quanto possível, de casos de fragilidade social, vulnerabilidade física e/ou psíquica e suspeitas de crimes contra a integridade física, bem como a promoção do apoio imediato e necessário por respostas consertadas com as entidades parceiras.

Dos contactos/ações efetuados resultou a sinalização de 528 idosos, tendo sido verificadas 509 situações de risco social e, destes, 424 pessoas foram de imediato encaminhadas para instituições de apoio social.

Entre os vários fatores de risco verificados, 109 idosos foram sinalizados por falta de autonomia, 61 por apresentarem quadro clínico grave que exigia acompanhamento médico imediato, 42 por habitarem em condições de vida degradantes, 39 por ausência de rede de contactos, 60 por suspeita de serem vítimas da prática reiterada de crimes e 11 por insuficiência económico-financeira.

De modo geral, os idosos, pelas suas limitações de locomoção e fragilidades psíquicas, tornam-se vítimas preferenciais relativamente a crimes contra o património (roubo, burla, extorsão), contra a liberdade pessoal (ameaça, coação, sequestro) e contra a integridade física (ofensa à integridade física, violência doméstica, maus-tratos).

A estas vulnerabilidades somam-se, pontualmente, as de cariz económico, materializadas em frágeis condições de habitação, higiene, saúde pública, saúde individual (muitas vezes dependentes de medicação regular) e/ou alimentação.

A sensação de abandono (solidão) e o flagelo social do isolamento, próprio das grandes urbes, associado à consciência que a pessoa idosa tem das suas vulnerabilidades e da incapacidade para as superar autonomamente, agravam o risco de (re)vitimização.

E estas variáveis, sem um círculo familiar e/ou de vizinhança ativo e solidário, potenciam as situações de anonimato que inviabilizam eventuais intervenções de cariz assistencial, podendo mesmo, por vezes, culminar na morte do idoso.

Os agentes policiais da EPAV procuraram recolher provas que evidenciem um destes indicadores de risco, informação, depois partilhadas com unidades parceiras capazes de intervir no terreno, organizações locais de apoio e assistência social ou serviços de saúde, mantendo ao mesmo tempo, áreas de intervenção próprias.

A par deste esforço de investigação, estes agentes policiais são muitas vezes os únicos companheiros ou “rostos amigos” destes idosos, tornando-se assim muitas das vezes os seus confidentes, amigos e até familiares de empréstimo.

Esta proximidade criada entre a Polícia e o público é a verdadeira essência do policiamento comunitário e é uma das principais tarefas da PSP.

As reclamações mais frequentes dos cidadãos em 65 casos relacionaram-se com crimes contra o património (11.998 reclamações), centrando-se em roubos e fraudes, especialmente fraudes informáticas, de comunicações, são as que aumentaram gradualmente ao longo dos anos.

Relativamente aos crimes contra pessoas, foram recebidas na PSP mais de 5000 denúncias, entre ataques à simples integridade física, ameaças e coação, havendo mesmo violência doméstica (para cônjuge ou equivalente e abusiva).

Para evitar que estes crimes aconteçam, bem como o problemas de isolamento social, a PSP já aderiu ao programa EUSOUDIGITAL, que visa promover a formação digital a 1 milhões de adultos em Portugal até ao fim deste ano.

Desde 2015, mais de 14 mil pulseiras foram concedidas. Em 2023, foram atribuídas 1.958 pulseiras.


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