PSP encontra 182 idosos vulneráveis em pouco mais de um mês
Falta de autonomia, suspeitas de crimes reiterados, ausência de contactos e problemas graves de saúde estão entre as situações encontradas pela PSP durante uma operação nacional dirigida à população com mais de 65 anos. Desde 27 de julho, foram sinalizados 284 idosos, dos quais 182 estavam em situações de risco social.
A PSP identificou 182 idosos em situações de risco social desde o início da 14.ª edição da operação “A Solidariedade Não Tem Idade – a PSP com os Idosos”, que decorre em todo o país desde 27 de julho.
De acordo com o balanço intercalar divulgado pela Polícia de Segurança Pública, foram realizados 386 contactos individuais de prevenção criminal, dos quais resultou a sinalização de 284 pessoas com mais de 65 anos.
Entre os casos identificados, a falta de autonomia é o problema mais frequente, tendo sido sinalizados 77 idosos nesta situação.
A PSP identificou ainda 59 idosos por suspeita de serem vítimas reiteradas de crimes e 48 por não terem uma rede de contactos. Outros 34 apresentavam um quadro clínico considerado grave e que exigia acompanhamento médico imediato.
As equipas encontraram também 26 pessoas a viver em condições degradantes, 21 com insuficiência económica e financeira e 19 em situação de exclusão social completa.

A operação é realizada sobretudo através das Equipas de Proximidade e Apoio à Vítima (EPAV), que procuram identificar sinais de vulnerabilidade e encaminhar os casos para instituições de apoio social, serviços médicos ou outras entidades com capacidade de intervenção.
Os dados deste ano revelam ainda um agravamento de alguns indicadores relacionados com o isolamento social. Comparativamente com o mesmo período do ano passado, foram identificados mais 29 casos de idosos sem uma rede de contactos e mais 12 situações de exclusão social completa.
Perante estes números, a PSP apela à criação e reforço de redes de vizinhança, pedindo atenção a mudanças repentinas nas rotinas de pessoas idosas que possam indicar uma situação de risco, como deixar inesperadamente de frequentar estabelecimentos ou locais habituais.
Apesar de esta operação terminar a 25 de setembro, a PSP garante que o acompanhamento da população idosa é realizado durante todo o ano, tanto para acompanhar pessoas já sinalizadas como para identificar novos casos.
A polícia mantém também o programa “Estou Aqui Adultos”, destinado a pessoas que possam apresentar dificuldades de orientação no espaço e no tempo. Desde a criação do programa, em 2015, foram distribuídas mais de 15.466 pulseiras e 84 pessoas perdidas ou desorientadas foram reencontradas com as respetivas famílias.
Atualmente, segundo a PSP, 5.680 pessoas utilizam este mecanismo de proteção. Suspeitas de crimes contra idosos podem ser comunicadas diretamente numa esquadra ou através dos canais disponibilizados pela Polícia de Segurança Pública.
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