Política

Prisão preventiva para vice-presidente do Parlamento Europeu

A grega Eva Kaili, uma dos 14 vice-presidentes do Parlamento Europeu, ficou em prisão preventiva, acusada de corrupção, enquanto companheiro, Francesco Giorgi, assessor de outro eurodeputado, também recebeu ordem de prisão, bem como outro ex-parlamentar do grupo dos socialistas e democratas. O chefe da Confederação Internacional de Sindicatos saiu em liberdade, mas com fortes medidas de coacção.

Recorde-se que Eva Kaili, eurodeputada do Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas, é suspeita de estar envolvida num grande esquema de corrupção relacionado com o Catar, no qual alegadamente participaram actuais e antigos deputados, assistentes e outras figuras públicas do meio europeu em Bruxelas.

Kaili foi esta segunda-feira formalmente acusada de corrupção, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.

A eurodeputada não pôde portanto beneficiar da imunidade parlamentar, porque foi detida “em flagrante delito”, sendo que a lei belga não permite que nestes casos a imunidade seja accionada. A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, já destituiu Kaili de todas as suas tarefas.

O pai de Eva Kaili, que foi entretanto detido com uma mala cheia de dinheiro vivo (mais de 500 mil euros) ao tentar sair de um hotel em Bruxelas, vai para já permanecer em liberdade.

Segundo o Ministério Público Federal da Bélgica, no centro da investigação estão eventuais relações duvidosas com o Catar, país suspeito de influenciar decisões económicas e políticas do Parlamento Europeu, através do pagamento de substanciais somas de dinheiro ou pela oferta de presentes significativos.


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