
Cinco dos 37 alegados membros do grupo neonazi 1143 vão aguardar o desenrolar da investigação em prisão preventiva, por decisão do Tribunal Central de Instrução Criminal, anunciada este sábado, 24 de janeiro. A decisão surge na sequência da operação conduzida pela Polícia Judiciária, que levou ao desmantelamento da estrutura na passada terça-feira.
Os outros 32 arguidos foram libertados, embora sujeitos a diferentes medidas de coação. Vinte e nove terão de se apresentar semanalmente numa esquadra, enquanto três ficaram apenas obrigados a termo de identidade e residência, segundo informação divulgada pelo tribunal em comunicado oficial.
No âmbito do processo, os arguidos estão indiciados, em termos gerais, pela prática de crimes de discriminação e incitamento ao ódio e à violência, bem como ameaça e coação agravadas, ofensas à integridade física qualificada e detenção de arma proibida.
A investigação resulta da denominada Operação Irmandade, efetuada a 20 de janeiro pela Unidade Nacional Contraterrorismo da PJ. A ação teve como objetivo desmantelar uma organização criminosa suspeita de atuar de forma estruturada na promoção do ódio e da violência, recorrendo a intimidação e posse de armamento ilegal.
Segundo a Polícia Judiciária, os detidos têm idades entre os 30 e os 54 anos e apresentam antecedentes criminais relevantes, além de ligações a grupos de ódio internacionais, elementos que sustentaram a aplicação das medidas de coação mais gravosas a cinco dos arguidos.
O processo prossegue agora em fase de inquérito, sob segredo de justiça, com as autoridades a aprofundarem a recolha de prova e o enquadramento criminal da atuação do grupo.
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