Primeira reunião da Câmara do Montijo: votada moção sobre obras urgentes no terminal fluvial do Seixalinho
A primeira reunião ordinária do novo mandato da Câmara Municipal do Montijo, realizada esta quinta-feira, 7 de novembro de 2025, ficou marcada por uma moção do PS, aprovada por unanimidade, que exige obras urgentes no terminal fluvial do Seixalinho e uma intervenção imediata da Transtejo.
O atual presidente da autarquia, Fernando Caria, do Movimento Montijo com Visão e Coração, abriu a sessão com uma mensagem de confiança e compromisso. “É com visão e coração que quero servir o nosso concelho”, afirmou, sublinhando que a confiança dos eleitores “é uma honra, mas sobretudo uma exigência de fazermos mais e melhor pelo Montijo”.
Ricardo Bernardes, vereador do PS, apresentou uma moção que apela à realização de obras de manutenção no terminal fluvial do Seixalinho. No outono e no inverno, ”chove dentro do edificio, ficando alagado”, o que representa “graves riscos para os utentes que diariamente utilizam a infrestrutura”. A realização das obras é da competência da Admnistração da Transtejo, empresa que realiza o transporte fluvial entre o Montijo e o Cais do Seixalinho, mas “o problema presiste e com o aproximar do inverno pode tornar-se, novamente, um pesadelo para os utentes”.
A moção sublinha ainda a falta de renovação da frota fluvial entre o Montijo e o Cais do Sodré, prometida há vários anos pela empresa pública. “Os atrasos e supressões de carreiras são inaceitáveis e afetam diariamente centenas de passageiros”, afirmou Bernardes, defendendo que é necessário reforçar a pressão política “junto da Transtejo e do Governo para que esta situação seja finalmente resolvida”.
O presidente Fernando Caria concordou com o teor da proposta, afirmando que “é uma moção que serve a todos” e prometendo interceder “junto do Governo, mesmo sem assento parlamentar”, para defender “as condições que a população merece”.
A moção foi aprovada por unanimidade pelos vereadores do Movimento Montijo com Visão e Coração, PS, PSD e CHEGA.
Apesar desse entendimento, o início do mandato não ficou imune a tensões. Nuno Valente, do CHEGA, acusou o movimento de ter formado uma “geringonça” para controlar a Mesa da Assembleia Municipal, após a eleição de Nuno Ferrão (do movimento independente) como presidente da Mesa da Assembleia Municipal.
Não aceitando que a lista apresentada pelo movimento independente à mesa deste orgão deliberativo, foi mais votada do que a apresentada pelo Chega, afirma que “não compreendemos como é que aqueles que nos apelidaram de partido anti-democrático tomaram de arromba, numa geringonça, a Mesa da Assembleia Municipal, orgão que foi ganho pelo CHEGA”.
Já Pedro Vieira, do PSD, procurou recentrar o debate nas prioridades do concelho, defendendo “mais planeamento, mais qualidade de vida, mais inovação e mais investimento em equipamento e capital humano”.
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