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Presidente Marcelo Rebelo de Sousa evita comentar Eleições Presidenciais e afirma: “O mundo está mais imprevisível…”

O Presidente da República de Portugal mantém a neutralidade sobre as eleições e sublinha que o contexto global imprevisível complica a política e coloca mais desafios para o sucessor.

Neutralidade de Marcelo Rebelo de Sousa nas vésperas das eleições

O atual Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou esta sexta‑feira que não fará comentários sobre as eleições presidenciais de 18 de janeiro de 2026, reforçando a sua postura de neutralidade institucional.

O mundo está mais imprevisível, a Europa está mais imprevisível. Isso torna a política mais difícil, torna as decisões económicas e sociais mais difíceis“, referiu, sublinhando então que o próximo chefe de Estado enfrentará desafios mais complexos do que aqueles que ele encontrou no início do seu mandato.

Nas declarações feitas em Lisboa, durante um fórum empresarial com o presidente da Estónia, Marcelo explicou que o aumento da imprevisibilidade internacional, em termos económicos e geopolíticos, exige maior capacidade de resposta das instituições e dos líderes políticos. O Presidente acrescentou que as campanhas estão a ser cada vez mais intensas e emocionalmente confrontacionais, justificando igualmente a importância do dia de reflexão antes do voto.

Eleições presidenciais: 11 candidatos na corrida

As eleições presidenciais realizam-se este domingo, dia 18 de janeiro, com 11 candidatos oficialmente inscritos, um número recorde. No entanto, caso nenhum consiga mais de metade dos votos, está prevista uma segunda volta a 8 de fevereiro entre os dois mais votados.

O vencedor sucederá a Marcelo Rebelo de Sousa, cujo mandato termina em março de 2026, e os candidatos oficiais são os seguintes:

  • André Pestana (sindicalista);
  • André Ventura (apoiado pelo Chega);
  • António Filipe (apoiado pelo PCP);
  • António José Seguro (apoiado pelo PS);
  • Catarina Martins (apoiada pelo Bloco de Esquerda);
  • Henrique Gouveia e Melo (ex-chefe do Estado-Maior da Armada);
  • Humberto Correia (pintor);
  • João Cotrim de Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal);
  • Jorge Pinto (apoiado pelo Livre);
  • Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS);
  • Manuel João Vieira (músico).

Analistas políticos consideram que a dispersão de votos entre tantos candidatos torna muito provável uma segunda volta, reforçando, portanto, a importância da neutralidade institucional e do envolvimento consciente dos eleitores. O dia 18 poderá ser decisivo para definir não apenas o sucessor de Belém, mas também o rumo da presidência face aos desafios nacionais e internacionais.


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