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Presidente da Câmara do Montijo considera nova localização do aeroporto ‘excêntrica’

Nuno Canta garantiu que “estou satisfeito por o projecto voltar ao Campo de Tiro de Alcochete, porque mantém-se a localização a sul do Tejo, na península de Setúbal. Ficaria muito insatisfeito se o projecto fosse para Santarém.

Este será um motor potenciado da nossa península, embora seja um «motor fora do sítio» porque está numa área muito excêntrica, por ser muito afastada das cidades, embora coloque menos impactos para as pessoas.”

O autarca apresentou a sua posição sobre a localização do aeroporto anunciada ontem pelo Governo de Luís Montenegro, durante a reunião do executivo da Câmara Municipal, que decorre esta quarta-feira, e após o assunto ter sido levantado pelo vereador da CDU, Joaquim Correia.

O vereador comunista considerou a decisão do Governo de avançar com o novo aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete como “um dia histórico para o país, tendo a CDU sempre defendido esta opção, que por sua vez de Alcochete não tem nada, uma vez que fica na freguesia de Canha, concelho do Montijo”.

Por sua vez, o presidente considerou que “já tivemos vários ‘dias históricos para o aeroporto’”, recordando as diferentes decisões do Governo, mas lamentando que “andamos aqui a empurrar as coisas de um lado para o outro”.

Apontou ainda que “se o aeroporto na Base Aérea apresentava problemas, no Campo de Tiro também apresenta, como qualquer aeroporto. E o grande problema da nova localização é o ordenamento do território, e isso é uma questão que não pode levar a negociatas, como ocorreram nos anos oitenta e que todos conhecemos.”

Já sobre os aspectos menos positivos, Nuno Canta frisou o aspecto de “a sua localização obrigar a uma viagem mais longa para os passageiros acederem a Lisboa, utilizando infraestruturas que ainda não estão feitas. E espero que os investimentos que tenham de ser feitos, não venham a ser mais um impedimento para a construção do aeroporto.”

As questões ambientais foram outros dos aspectos que o edil referiu, criticando “as pessoas que fizeram engradecer as questões ambientais que se colocavam com a localização do aeroporto no Montijo, estão agora muito caladas, mas a questão mantém-se nesta nova localização. E não podemos ter dois pesos e duas medidas. Há coisas que ainda terão de ser ainda bem definidas, porque se trata de uma matéria extremamente complexa.”

Em jeito de conclusão, Nuno Canta recordou que “nasci quando se falava no novo aeroporto em Rio Frio, onde chegaram a arrancar as árvores para a sua construção. Ao longo da minha vida, já tivemos de o acolher em várias localizações. E eu espero ainda ao longo da minha vida ver o aeroporto construído.”


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