Presidente da Câmara de Almada aponta aumento da população como uma das causas da falta de água
Inês de Medeiros admite responsabilidades pela crise no abastecimento, defende uma investigação às causas e considera que o crescimento populacional pode ter contribuído para o problema.
Autarca de Almada quer apurar o que esteve na origem das falhas na falta de água
A presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros, afirmou que o aumento da população poderá estar entre os fatores que contribuíram para as recentes falhas no abastecimento de água no concelho, mas defendeu que é necessária uma análise técnica para determinar as causas do problema.
Em declarações ao canal NOW, a autarca assumiu responsabilidades políticas pela situação e defendeu a criação de uma comissão que permita esclarecer o que aconteceu e apresentar soluções para evitar novos episódios.
“Enquanto presidente da Câmara nunca fujo a nenhuma responsabilidade“, afirmou Inês de Medeiros, sublinhando que a autarquia tem o dever de responder perante os munícipes. Apesar disso, considerou que seria precipitado atribuir a responsabilidade a um único fator antes da conclusão de uma avaliação técnica.
Crescimento da população pode ter aumentado a pressão sobre a rede
Durante a entrevista, a presidente da Câmara explicou que Almada registou um crescimento significativo da população nos últimos anos, realidade que poderá ter aumentado a pressão sobre a rede de abastecimento de água.
Ainda assim, recordou que esse crescimento não aconteceu apenas este ano, pelo que considera essencial perceber porque razão a situação atingiu agora uma dimensão excecional.
Segundo a autarca, os picos de consumo verificados durante os dias mais críticos foram atípicos e justificam uma investigação que avalie a capacidade da infraestrutura, o funcionamento da rede e outros fatores que possam ter contribuído para as interrupções no abastecimento.
Comissão deverá reunir entidades e especialistas
Para esclarecer o sucedido, Inês de Medeiros defendeu a criação de uma comissão que reúna as entidades envolvidas na gestão do abastecimento de água e especialistas da área. O objetivo passa por analisar os acontecimentos, identificar eventuais falhas e definir medidas que reforcem a capacidade de resposta da rede.
A proposta surge depois da crise que afetou milhares de consumidores em Almada e que levou a Câmara Municipal a decretar Situação de Alerta, mobilizando meios para garantir o abastecimento de água à população e aos serviços essenciais.
Debate sobre a rede de abastecimento continua
As declarações da presidente da Câmara surgem numa altura em que continuam as críticas e os pedidos de esclarecimento sobre a origem das falhas no abastecimento. O caso motivou o acompanhamento de entidades reguladoras e abriu um debate sobre a capacidade da infraestrutura para responder ao crescimento demográfico e aos períodos de maior consumo.
Por fim, a comissão agora defendida por Inês de Medeiros pretende reunir informação técnica que permita esclarecer as causas da crise e apontar soluções para reduzir o risco de novas interrupções no futuro.
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