
A presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, vai prolongar a suspensão do seu mandato a partir de 11 de outubro, devido a motivos de saúde. A autarca está ausente desde 13 de julho, após ter sido submetida a cirurgia a 22 de junho, na sequência de um AVC.
Desde então, a gestão da câmara tem estado a cargo da vice-presidente Maria do Carmo Tiago, que assumiu a presidência interina. No entanto, a oposição a opor-se a esta nomeação da vice-preside, incluindo os vereadores do PS e da CDU, defende que Paulo Maia deve assumir a liderança, segundo um parecer da CCDRLVT.
Controvérsia sobre a liderança interina
O parecer da DGAL, que considera a CCDRLVT como a entidade competente para esta decisão, intensificou o debate. Enquanto o Movimento “Setúbal de Volta” sustenta que o parecer não é vinculativo e apoia Maria do Carmo Tiago, a CDU ameaça recorrer ao Ministério Público por alegada usurpação de funções.
Impacto e tensões políticas
O vereador Nuno Costa em entrevista ao Setubalense, criticou a continuidade de Maria do Carmo Tiago na presidência e menciona que várias decisões foram tomadas de forma irregular. A tensão cresce à medida que a oposição exige o cumprimento do parecer da CCDR, o que pode levar a uma queixa-crime por parte da CDU.
O cenário político em Setúbal continua tumultuado, com a saúde de Maria das Dores Meira a influenciar significativamente a dinâmica do município. A intervenção do Ministério da Coesão Territorial foi solicitada para resolver as divergências entre os pareceres das CCDR, num esforço para restaurar a estabilidade no governo local.
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