
O PPM Madeira anunciou esta terça-feira que não irá assinalar as comemorações do Dia da Região Autónoma da Madeira e das Comunidades Madeirenses, que se assinala esta terça-feira, 1 de julho.
O PPM justifica a decisão com duras críticas à atuação do Governo Regional e à atual situação económica e social do arquipélago.
Em comunicado, o partido começou por manifestar solidariedade para com a comunidade madeirense residente na Venezuela, na sequência da recente catástrofe que afetou o país, apresentando condolências às famílias das vítimas e ao povo venezuelano.
Na mesma nota, o PPM considera que a Madeira enfrenta uma realidade marcada por baixos salários, elevado custo de vida e dificuldades no acesso à habitação, afirmando que os preços das rendas e da compra de casa estão entre os mais elevados do país. O partido defende ainda uma redução da taxa de IVA de 21% para 16%, alegando que o Governo Regional dispõe de margem para aliviar a carga fiscal sobre os cidadãos.
O partido afirma igualmente que “não há razões para celebrar o Dia da Região”, apontando como um dos motivos o facto de o presidente do Governo Regional se encontrar constituído arguido, considerando que deveria renunciar ao cargo.
No comunicado, o PPM Madeira critica ainda o executivo por, na sua perspectiva, não defender de forma eficaz o princípio da continuidade territorial e acusa o Governo Regional de investir em projetos que considera desnecessários, nomeadamente a construção de um novo campo de golfe na ilha do Porto Santo, apesar da existência de outro equipamento que, segundo o partido, se encontra ao abandono.
Outra das críticas dirige-se à aplicação de verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). O PPM sustenta que os recursos estão a ser canalizados para “obras inúteis”, em detrimento de áreas prioritárias como a saúde pública, denunciando também alegadas condições inadequadas no atendimento a idosos em unidades hospitalares.
O partido lamenta ainda a escolha dos eleitores nas últimas eleições regionais, considerando que os madeirenses voltaram a confiar em promessas eleitorais que, na sua opinião, não foram cumpridas.
Perante este cenário, o PPM Madeira conclui que não participará nas comemorações do Dia da Região Autónoma da Madeira e das Comunidades Madeirenses.
O comunicado é assinado pelo coordenador do PPM Madeira, Paulo Brito.
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