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PPM Madeira critica ‘jogo do empurra’ em torno do Cristo Rei do Garajau

PPM Madeira questiona responsabilidades pela manutenção do monumento

O PPM Madeira critica o que considera ser um “jogo do empurra” entre a Câmara Municipal de Santa Cruz e o Governo Regional relativamente à responsabilidade pela manutenção e conservação do monumento do Cristo Rei, no miradouro do Garajau.

Em comunicado, o partido lembra que a escultura, inaugurada no final da década de 1920, é um dos elementos emblemáticos daquela zona e destaca a sua importância turística, não só pelo valor histórico, mas também pela localização, com vista sobre o Atlântico e parte da baía do Funchal.

Segundo o PPM Madeira, o monumento encontra-se atualmente interdito aos visitantes devido ao seu estado de deterioração, situação que, defende o partido, exige uma intervenção para evitar o agravamento das condições da estrutura.

Paulo Brito, dirigente do PPM Madeira, considera “lamentável” a ausência de uma definição clara sobre quem tem a responsabilidade pelo monumento e questiona «se o Cristo Rei do Garajau será um menino órfão que ninguém quer», numa referência à alegada indefinição entre as duas entidades públicas.

Para o partido, deverá existir documentação que permita determinar a quem pertence o monumento e quem tem competência para assegurar a sua manutenção e conservação, e por isso apela à Câmara Municipal de Santa Cruz e ao Governo Regional para que cheguem rapidamente a um entendimento e encontrem uma solução que permita devolver o espaço aos visitantes.

«Quem perde é a Região», sustenta o partido, que considera que a disputa em torno do monumento acaba por prejudicar o património regional e os madeirenses, e esperando que «a situação seja resolvida o mais rapidamente possível» e que termine o que classifica como uma «telenovela» em torno do Cristo Rei do Garajau.

O monumento tem 14 metros de altura, e consiste numa estátua de braços abertos voltada para o oceano, mandada construir e paga pelo conselheiro Aires de Ornelas, filho do último morgado do Caniço, e executada pelos escultores franceses Pierre Lenoir e Georges Serraz.

O início dos trabalhos foi anunciado a 1 de outubro de 1922 e viria a ser inaugurado no dia 30 de outubro de 1927. É o mais antigo monumento ao Cristo Rei edificado do mundo.


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