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Portugal trava no combate às mortes na estrada: uma década sem avanços

Portugal continua a falhar na redução da mortalidade rodoviária. Em 2024 morreram 477 pessoas em acidentes, praticamente o mesmo número de há dez anos.

As estradas portuguesas continuam a registar números alarmantes de sinistralidade, sem sinais de evolução significativa. Em 2024, perderam a vida 477 pessoas em acidentes rodoviários, praticamente o mesmo valor registado em 2014, revelando uma estagnação preocupante no combate à mortalidade.

Segundo a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), foram contabilizados cerca de 38 mil acidentes com vítimas em todo o território continental. Desses resultaram 2 550 feridos graves e mais de 41 mil feridos ligeiros. Apesar de uma ligeira redução face a 2023, o número de mortos manteve-se estável e acima da média da União Europeia.

Entre 2014 e 2024, Portugal conseguiu reduzir apenas 0,6% das mortes na estrada, enquanto a média europeia aponta para uma descida de 17,2%. Mais preocupante é o aumento de 24,4% no número de feridos graves durante o mesmo período. Com 62 mortes rodoviárias por cada milhão de habitantes, Portugal posiciona-se entre os países com pior desempenho da Europa Ocidental.

A Prevenção Rodoviária Portuguesa alerta que a Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária não é atualizada desde 2020 e exige uma resposta política mais firme. A ANSR defende que as campanhas de fiscalização e prevenção têm sido reforçadas, mas os números mostram que o combate à sinistralidade rodoviária está longe de produzir resultados eficazes.


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