
Portugal prepara-se para reforçar a candidatura à instalação de uma gigafábrica de Inteligência Artificial (IA) no país, num processo liderado pelo Banco Português de Fomento e integrado num concurso estratégico lançado pela Comissão Europeia. O anúncio foi feito esta quarta-feira pelo presidente da instituição, Gonçalo Regalado, que acredita que o aumento do investimento e do impacto do projeto poderá elevar significativamente as hipóteses nacionais.
A candidatura portuguesa, apresentada inicialmente como manifestação de interesse a Bruxelas, deverá agora entrar numa nova fase, mais ambiciosa. O investimento previsto irá ultrapassar os 4.000 milhões de euros inicialmente anunciados, embora o valor exato ainda não tenha sido divulgado. O reforço financeiro será acompanhado por um alargamento da dimensão e do alcance do projeto.
Segundo Gonçalo Regalado, o interesse demonstrado por empresas e parceiros após a primeira fase permitiu construir uma proposta mais robusta. A candidatura torna-se assim mais ampla e competitiva, refletindo uma maior adesão do setor privado a um consórcio que já integra entidades públicas e empresariais.
Sines mantém-se como localização central do projeto, mas a proposta portuguesa inclui uma segunda localização. Esta exigência responde às regras impostas por Bruxelas, que determinam a necessidade de redundância de infraestruturas para garantir resiliência e segurança operacional.
Portugal é um dos 76 projetos apresentados por 20 países europeus para acolher uma das cinco gigafábricas de IA que a Comissão Europeia pretende instalar no espaço comunitário. Estas infraestruturas de computação de grande escala destinam-se a treinar modelos avançados de Inteligência Artificial e são vistas como peças-chave para reforçar a liderança tecnológica da Europa num setor estratégico.
Apesar do otimismo moderado, o Banco Português de Fomento sublinha uma vantagem competitiva nacional. Portugal apresenta uma candidatura única e agregadora, ao contrário de outros países onde existem propostas fragmentadas e concorrentes entre si.
Criado para impulsionar a modernização empresarial e o desenvolvimento económico, o Banco Português de Fomento é integralmente detido pelo Estado e tem um papel central no financiamento de investimentos estruturantes. A instituição gere também verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), reforçando o seu peso estratégico na execução de projetos de grande escala.
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