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Portugal sob pressão: mau tempo dispara 1.400 ocorrências num só dia

O mau tempo provocou mais de 1.400 ocorrências em Portugal continental até às 18:00 desta terça-feira, com maior impacto no Norte e Centro do país. A Proteção Civil mobilizou milhares de operacionais para responder a quedas de árvores, inundações e estradas cortadas.

O agravamento das condições meteorológicas levou ao registo de 1.439 ocorrências relacionadas com o mau tempo em Portugal continental entre a meia-noite e as 18:00, segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC). As situações mais frequentes estiveram associadas a quedas de árvores, limpezas de vias, inundações, quedas de estruturas e deslizamentos de terras.

As regiões mais afetadas foram a Área Metropolitana do Porto, a região de Coimbra e o Oeste, numa altura em que o território é sucessivamente atingido por várias depressões atmosféricas. À depressão Kristin juntam-se os efeitos recentes das tempestades Ingrid e Joseph, aumentando a pressão sobre os meios de socorro.

Em declarações à agência lusa, o oficial de operações da ANEPC, Paulo Santos, sublinhou que não há registo de vítimas, destacando o trabalho articulado dos serviços municipais de proteção civil em todo o país. Ainda assim, confirmou a existência de zonas inundadas, quer devido à precipitação intensa, quer ao transbordo de linhas de água, com infraestruturas e habitações afetadas.

Na cidade de Lisboa, que não entra no balanço nacional da ANEPC, foram registadas 56 ocorrências entre as 21:00 de segunda-feira e as 13:00 de terça-feira, sobretudo queda de árvores, segundo o Serviço Municipal de Proteção Civil.

A situação levou também ao corte de várias estradas, maioritariamente municipais e caminhos rurais, embora existam igualmente condicionamentos em algumas vias nacionais. No terreno, estiveram envolvidos mais de 5.000 operacionais, apoiados por cerca de 2.000 meios terrestres.

Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, o estado do tempo deverá agravar-se a partir da meia-noite, com especial incidência entre as 03:00 e as 06:00, período em que se prevê vento muito forte, com rajadas até 140 quilómetros por hora. Perante este cenário, a Proteção Civil elevou o estado de prontidão especial para o nível máximo ao longo da orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal.

O distrito de Coimbra, entre Aveiro e Leiria, é apontado como a zona de maior risco, numa depressão classificada pelo IPMA como ciclogénese explosiva, um fenómeno associado a sistemas meteorológicos de elevada intensidade, tanto em vento como em precipitação.


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