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Portugal está preparado para um ataque nuclear? O que dizem os especialistas

Uma formação recente sobre emergências radiológicas levantou questões sobre a preparação do país para um possível ataque nuclear, químico ou biológico. Existem abrigos? Onde se pode refugiar a população? E há soluções no mercado?

A recente formação realizada por elementos da Proteção Civil na Escola Prática de Cavalaria, em Vendas Novas, trouxe para o debate um tema inquietante: Portugal estaria preparado para um ataque nuclear, químico ou biológico?

Segundo o Sem Mais Jornal, Sérgio Moura, comandante da Proteção Civil de Setúbal, adiantou que estas formações fazem parte de um plano de prevenção e incluem o manuseamento de substâncias perigosas. No entanto, quando questionado sobre locais de abrigo para a população em caso de uma catástrofe deste tipo, o comandante remeteu a responsabilidade para as Forças Armadas. “As questões de guerra devem ser colocadas ao Ministério da Defesa”, afirmou.

Avança o mesmo jornal que segundo fontes castrenses confirmam que não existem abrigos nucleares para civis no distrito de Setúbal nem em Portugal, sendo que as instalações militares no Comando Operacional da Força Aérea (COFA), em Monsanto, são os únicos locais equipados para tal cenário. A solução recomendada para a população seria procurar caves, garagens subterrâneas, túneis ferroviários ou do metropolitano, embora estas opções não ofereçam total segurança contra radiação e contaminação.

Para garantir alguma proteção nestes locais improvisados, seria necessário garantir que estão selados, possuem renovação de ar e capacidade de armazenamento de água, alimentos e medicamentos, bem como manter condições de saneamento e energia.

Enquanto o Estado não desenvolve soluções preventivas, o mercado privado parece estar a reagir. A Solid Bunkers, empresa portuguesa especializada na construção de bunkers de segurança, confirma um aumento na procura, inclusive por parte de empresários de Setúbal. “Recebemos alguns contactos, mas ainda não há avanços concretos”, afirmou Rui Ribeiro, proprietário da empresa ao Sem Mais.

Os preços destes abrigos variam entre 150 mil euros e 300 mil euros, dependendo da capacidade e dos materiais utilizados. Opções mais económicas incluem contentores marítimos adaptados, enquanto as mais seguras são feitas de betão e permitem autonomia de um a três meses. “Há cada vez mais pessoas a construí-los por conta própria, mas nem todos garantem proteção contra radiação”, alertou o empresário.

A falta de infraestrutura para emergências nucleares levanta questões sobre a preparação do país para cenários extremos, especialmente num contexto internacional tenso. Até ao momento, não há sinais de que Portugal esteja a desenvolver medidas concretas para reforçar a proteção civil nesta área.


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fertagus

8 Comentários

    1. Statler Waldorf tem buracos por todo o lado, começam as obras e não acabam.

      1. João Batista e vamos ver se a nível estrutural, está dimensionado para trânsito pesado.
        Em especial com futura gincana do Matão

  1. Maioria dos portugueses nem e sabem o que deviam fazer, por isso é melhor não ter ataque nenhum 😏

  2. Faço votos para que essa gente de MERDA, não tenham tal ousadia! Gastem o dinheiro para o bem das populações. 🤔👍😡🤫🤫🤫🤫🤫