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Portugal acelera regressos e multiplica retornos voluntários de imigrantes

O número de imigrantes em situação irregular que regressaram voluntariamente ao país de origem disparou em 2025, com um aumento de, 283%, segundo dados divulgados pela PSP.

O retorno voluntário de imigrantes em situação irregular registou um crescimento sem precedentes em Portugal em 2025. Ao longo do último ano, 758 cidadãos estrangeiros regressaram voluntariamente aos seus países de origem, um valor que representa um aumento de, 283% face a 2024, quando se contabilizaram apenas 198 processos concluídos.

Os dados foram revelados esta quinta-feira pela Polícia de Segurança Pública, que sublinha o impacto direto do reforço de meios e da cooperação europeia neste resultado. Segundo a força policial, o crescimento está ligado à formação especializada em aconselhamento, bem como ao apoio de peritos em retorno no âmbito do plano de implementação assinado com a Frontex, permitindo assegurar regressos acompanhados e com condições dignas.

No mesmo período, a PSP avançou ainda com 276 processos de afastamento de cidadãos estrangeiros, mais 101 do que no ano anterior, traduzindo um aumento de 58%. Entre estes processos, 161 corresponderam a expulsões judiciais, 69 a afastamentos coercivos, 21 a conduções à fronteira e outros 21 a situações de inadmissibilidade.

A PSP destaca igualmente o trabalho desenvolvido no último trimestre do ano ao nível da cooperação europeia. Foram analisados cerca de 80 processos de readmissão solicitados por congéneres europeias, tendo sido recusados 34% dos pedidos, com o apoio da Agência para a Integração, Migração e Asilo, no âmbito dos acordos bilaterais existentes.

A força de segurança recorda que o retorno voluntário está disponível para cidadãos e famílias de países terceiros que, residindo em Portugal, pretendam regressar aos seus países de origem e não disponham de meios financeiros ou logísticos para o fazer de forma autónoma.

Este reforço operacional surge na sequência da extinção do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, ocorrida há mais de dois anos. Desde então, a PSP assumiu progressivamente várias competências, tendo criado, em agosto do ano passado, a Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras, responsável pelo controlo das fronteiras aéreas, gestão dos centros de instalação temporária e pelas operações de afastamento, readmissão e retorno de cidadãos estrangeiros em situação irregular.


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