Porto de Sesimbra reabre caminho, mas só por uma faixa
A reparação dos acessos ao porto de Sesimbra arranca esta quarta-feira, após uma avaliação da Infraestruturas de Portugal indicar maior estabilidade do terreno. Durante as obras, a entrada na zona portuária faz-se com trânsito condicionado a uma única faixa.

A Câmara Municipal de Sesimbra confirmou o início, esta quarta-feira, dos trabalhos de reparação no acesso rodoviário à zona portuária, após o mau tempo ter provocado um deslizamento de terras que levou ao corte do troço da EN 378 junto ao porto. O presidente da autarquia, Francisco Jesus, assegura que a intervenção avança “de imediato”, na sequência de uma avaliação técnica da Infraestruturas de Portugal que concluiu haver agora maior estabilidade do terreno.
Apesar de ainda não existir um prazo fechado, o autarca admite que a obra possa durar entre dois e quatro dias, sublinhando que a prioridade é reabrir o acesso “o mais rapidamente possível”. Durante este período, a circulação será feita apenas por uma faixa de rodagem, mantendo condicionamentos na ligação ao porto, com impacto na operação diária da comunidade piscatória e dos serviços associados.
O corte da estrada, registado a 2 de fevereiro, impediu o descarregamento de pescado e o abastecimento de combustível, travando parte da atividade económica na zona portuária e agravando as dificuldades sentidas por pescadores e operadores. A situação já era acompanhada por vários meios locais e nacionais, que deram conta do encerramento e dos constrangimentos no acesso ao Porto de Abrigo. (S+)
A informação foi avançada após a reunião do Conselho Municipal das Pescas, realizada na terça-feira, com representantes das secretarias de Estado das Pescas e das Infraestruturas, da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra e da Docapesca. Nesse encontro, foi também defendida, junto da tutela das Infraestruturas, a necessidade de projetar uma saída nascente do porto, considerada urgente para reduzir o risco de o cenário se repetir em episódios de instabilidade meteorológica.
Na mesma reunião, segundo Francisco Jesus, existiu abertura das tutelas para **medidas de compeeneficiar os pescadores afetados. A administração portuária comprometeu-se ainda com a isenção do pagamento de rendas e concessões do domínio público marítimo, estando outras soluções a ser analisadas.
Com o arranque das obras, deverá também ser reavaliada a interdição de circulação a veículos coadas**, admitindo-se a retoma controlada de pesados numa das faixas do troço intervencionado, por razões de segurança.
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