Palmela

População em peso no “Eu Participo” na Lagoa da Palha

Recorde de intervenções de moradores

Os moradores da Lagoa da Palha e arredores mobilizaram as intervenções com alguma acutilância na segunda sessão do projeto “Eu Participo”, que durou mais de três horas e decorreu nas instalações do Rancho Folclórico Os Rurais 

O executivo municipal liderado por Álvaro Amaro e pelos vereadores Luís Miguel Calha, Fernanda Pésinho, Maria João Camolas e Pedro Taleço foram recebidos na sala cheia do Rancho Folclórico dos Rurais da Lagoa da Palha. 

Depois do técnico José Luís Grilo explicar o projeto “Eu Participo”, seguiram-se as intervenções dos moradores, que além de trazerem sugestões, aproveitaram para pedir explicações sobre os problemas que atingem esta zona rural da freguesia de Pinhal Novo. Mas não deixaram de lamentar a ausência do presidente da Junta de Freguesia, que estava a realizar uma sessão no Pinhal Novo, e que se fez representar por dois eleitos. 

Legalização da Associação de Moradores 

No público presente encontravam-se alguns elementos da Associação de Moradores da Lagoa da Palha, que informaram o executivo municipal que já legalizaram a Associação, cuja notícia foi recebida com otimismo por Álvaro Amaro considerando que “temos uma maior capacidade de diálogo”. 

As intervenções começaram com João Marques, munícipe da Venda do Alcaide, que alertou para a necessidade de pavimentar as bermas, na Rua José Nabo e proceder à reparação da calçada. O munícipe quis saber se tinha acesso ao número de pessoas que votaram para as obras consideradas prioritárias. 

Álvaro Amaro esclareceu “estamos a estudar a situação das águas pluviais e no final do ano temos que ter essa obra em desenvolvimento”. Em relação à reparação da calçada o edil explicou que “a empresa que recolhia os monos já não trabalha para nós, mas terá que repor o que destruiu”. 

José Leonel, um dos criadores da Associação, destacou “o grande investimento que foi feito com os esgotos”, mas não deixa de alertar para a necessidade de alcatroamento que faz falta em alguns aceiros. A limpeza no exterior da escola de Lagoa da Palha, a falta de abrigo nos autocarros e a criação de espaços para as crianças, jovens e idosos foram outras lacunas denunciadas pelo morador.  

Um crime ambiental 

O munícipe Pedro Oliveira alertou para a situação que se vive após a realização do Mercado Municipal de Pinhal Novo, onde os sacos de plástico deixados pelos vendedores, se espalham pela zona. O morador sugere que “se coloquem recipientes como os que existem nas obras para acondicionar os sacos”. Pedro Oliveira alertou também para “a falta de visibilidade da placa que assinala a vila de Pinhal Novo, que está tapada pelas árvores e seria importante proceder à sua mudança”. 

O presidente reconheceu que “a placa foi colocada nos anos oitenta e faz sentido ser mudada”. Mas em relação aos sacos de plástico “a situação é mais complicada pois aquela malta não quer saber dos sacos quando começam a desmontar os espaços de venda”.  

Já o morador Armindo, elemento da Associação de Moradores, revelou que “apesar de enaltecermos a vila do Pinhal Novo, não temos tido retorno”. E refere a Lagoa da Palha “está esquecida há 30 anos” e “continuamos sem ter ruas asfaltadas, existem esgotos que não estão concluídos e as condutas de água estão constantemente a rebentar”. 

O presidente da câmara discordou da Lagoa da Palha estar esquecida pois “nasci cá há 61 anos e não se tinha nada”, pois “isto era uma zona de charneca e estava tudo por fazer”. O autarca faz questão de recordar que “a zona da Lagoa da Palha foi das primeiras a ter água e luz”. 

Paulo Mateus, residente no Aceiro do Anselmo, alertou para terem em atenção o saneamento, pois “as fossas envolvem custos elevados”. Outro morador, que regressou à terra onde morou mostra-se agastado porque “ao fim de 30 anos não esperava encontrar ruas por calcetar” e alertou para “a falta de pintura nas passadeiras no Pinhal Novo”. 

Para o morador Joaquim Moço “o posto médico devia funcionar todos os dias e não apenas três dias por semana”. Este morador não compreende porque “é que o Jardim do Pinhal Novo tem prioridade sobre a Estrada Municipal 575, que está em péssimo estado”.  

O presidente da Câmara de Palmela esclareceu que a “intervenção no Jardim José Maria dos Santos resulta de dinheiros provenientes de uma candidatura, enquanto as infraestruturas no concelho têm que ser feitas com o dinheiro dos nossos impostos porque não têm apoios”. 

Tendas e roulotes no Pinhal da Salgueirinha  

Um dos moradores trouxe um alerta pertinente em relação à segurança, com a implantação de tendas e roulotes no Pinhal da Salgueirinha. 

O edil revelou que “o ordenamento do território é complicado e não imaginam a quantidade de processos que temos com as tendas e as roulottes” e esclareceu “a APA e a CCDR queriam eliminar esta zona até à autoestrada e não permitir mais habitações”. 


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