Plataforma RENOVAR denuncia novo incêndio numa fábrica em Cercal do Alentejo
Movimento afirma que ocorrência “recorrente” coloca população e trabalhadores em risco. Exige explicações das autoridades e da empresa.
Incêndio volta a atingir unidade industrial em Cercal do Alentejo
A Plataforma Cidadã RENOVAR Santiago do Cacém denunciou a ocorrência de um novo incêndio numa fábrica de pellets no Cercal do Alentejo, situação que, segundo o movimento, se repete e representa um risco para a população local e para os trabalhadores da unidade industrial.
Em comunicado enviado às redações, a plataforma afirma que o incêndio deflagrou na unidade industrial da Pinewells, pertencente ao grupo Visabeira, recordando que já no verão do ano passado tinha ocorrido um incidente semelhante, que teria demorado vários dias a ser totalmente extinto.
Histórico de ocorrências e preocupações da população
Segundo o movimento cívico, a fábrica foi palco de outros episódios ao longo dos últimos anos, incluindo um incêndio anterior e um acidente recente que terá provocado ferimentos graves. A plataforma sustenta igualmente que a população afetada por fumos e odores durante incidentes anteriores, apontando falhas na comunicação por parte das autoridades e da empresa.
Ademais, o comunicado refere que, em situações passadas, não terão dado informações consideradas suficientes às populações sobre riscos ou medidas de precaução, nomeadamente para crianças e idosos.
Críticas à atuação das autoridades e da empresa
Por outro lado, a RENOVAR critica a atuação de várias entidades, incluindo proteção civil, autarquia e autoridades de saúde, acusando-as de falta de esclarecimento público durante ocorrências anteriores. O movimento refere ainda a necessidade de explicações por parte da empresa e das entidades locais sobre as condições de segurança da unidade industrial.
No documento, são também levantadas questões relacionadas com eventuais conflitos de interesse e responsabilidades institucionais, pedindo maior transparência na gestão de riscos associados à atividade industrial.
Exigência de alternativas e modelo de desenvolvimento
Além disso, a plataforma defende que Cercal do Alentejo deve apostar em modelos de desenvolvimento considerados “mais seguros e sustentáveis”, questionando a compatibilidade deste tipo de indústria com a proteção ambiental e a saúde pública.
Por fim, no final do comunicado, o movimento sublinha que a população “merece respeito, proteção e desenvolvimento limpo”, defendendo uma reflexão sobre o futuro económico e industrial da região, no concelho de Santiago do Cacém.
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