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Plataforma Cívica ‘BA6 Não’ acusa ANA/VINCI de atrasar a construção do novo Aeroporto de Lisboa

A Plataforma Cívica BA6 Não! emitiu uma nota de imprensa na qual exige o «fim das manobras dilatórias, protelamentos e expedientes e de esbulho dos recursos públicos», relativamente à construção do novo aeroporto no Campo de Tiro.

No documento enviado ao Diário do Distrito, a Plataforma frisa que «quase dois anos após a conclusão dos trabalhos da CTI, que reconfirmaram os estudos do LNEC de 2008 e da DIA de 2010 – há quase 16 anos – a ANA/VINCI não larga mão de todo o tipo de expedientes para adiar aquilo que é, cada vez mais inadiável: o início das obras com vista à conclusão do NAL no Campo de Tiro.

É cada vez mais evidente que a multinacional VINCI só não construirá o Novo Aeroporto de Lisboa se não for obrigada a fazê-lo. Os mais recentes expedientes, com algum apoio de alguma imprensa portuguesa, nomeadamente invocando, premeditadamente ou por simples desconhecimento, que as pistas se situarão em leito de cheia e que a zona é palco de densos nevoeiros atestam a que ponto a multinacional chega para manipular e intoxicar a opinião pública.»

A Plataforma relembra ainda «a alegada proposta de desviar as pistas mais para ocidente quando se sabe que a última localização (H6), em 2008, foi imposição da APA. Aparecer agora com uma relocalização faz parte da estratégia que poderá levar à rejeição pela APA, levando assim ao eventual chumbo do EIA.»

Acusam ainda a ANA de ter tido, entre 2013 e 2024, lucros de dois mil, trezentos e oitenta milhões de euros.

«Não haverá em Portugal, e na europa, nenhuma empresa monopolista com tal taxa de rendibilidade contrastando com os míseros investimentos que efectuou nos aeroportos portugueses.»

Afirmam também que se «acaso a ANA Aeroportos se mantivesse na esfera pública já teriam começado, há muito, as obras para construir o NAL» uma vez que, alegam, «a ANA Aeroportos enquanto foi empresa pública efectuou avultados investimentos sem qualquer ajuda do Estado».

A Plataforma exige ao Governo «se não quiser ser complacente com estas manobras de procrastinação, só tem um caminho a seguir: exigir a abreviação dos procedimentos para que se avance com o início das obras pois que os principais instrumentos de projecto e planeamento da obra já foram estudados e existem há mais de década e meia».


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