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Placa do recorde do Guiness descerrada evocou a importância da defesa dos oceanos

Foi descerrada na parede exterior do edifício do Clube Naval de Sesimbra uma placa alusiva ao Record do Guiness. A placa fica junto a parede onde os organizadores aguardaram ansiosamente o resultado que trouxe um duplo recorde do Guiness para Sesimbra. Este duplo recorde foi conseguido a 24 de setembro de 2022, data em que 597 mergulhadores, oriundos de vários pontos do país (três com necessidades especiais), participaram numa limpeza subaquática da baía de Sesimbra.

Esta baía, devido às condições ímpares de mergulho que oferece, acolhe inúmeros mergulhadores provenientes de várias partes do mundo. A estação náutica de Sesimbra é uma das 32 que existem em Portugal. O oceano enfrenta cada vez mais problemas, como as Nações Unidas (que fizeram uma Conferencia em Portugal) alertam. O problema do lixo no mar é um problema mundial (na Ásia existe uma ilha feita de plástico), mas Sesimbra encontra-se na linha da frente na defesa das suas riquezas subaquáticas.

80% do lixo marinho que chega ao mar vem de terra e é normal encontrar junto a rebentação caixas de ovos ou garrafas de plástico, por exemplo. Esta foi a maior limpeza subaquática do mundo. Para além de terem colocado na água o maior número de mergulhadores que, durante 12 horas, retiraram do fundo do mar vários dejetos (um deles foi um pneu de uma larga dimensão, possivelmente de um navio), também é na zona da marina de Sesimbra que podemos encontrar a maior exposição subaquática do mundo.

São um total de 150 fotografias. Na sede, para além de ter sido descerrada a placa também foram entregues lembranças às autoridades envolvidas nesta ação Em Defesa dos Oceanos. A Oceanum Liberandum foram os principais impulsionadores desta iniciativa (que voltará a acontecer ainda este ano) que juntou desde o primeiro minuto a autarquia, a Docapesca ou a EDP.

Vinte entidades diversas estiveram envolvidas nesta iniciativa. As escolas de mergulho foram um dos parceiros que participaram e pretendem alertar consciências. Da parte da Docapesca, Sérgio Faias, destacou que o recorde chamou tanto a comunidade como a comunicação social para o facto de os nossos oceanos não estarem saudáveis. Portugal, devido a sua vertente marítima, depende muito de oceanos mais saudáveis.

«Os pescadores são os primeiros defensores pois a vida deles depende da capacidade de termos um mar limpo e saudável». A 27 de Maio, o objetivo da nova iniciativa e revalidar o recorde alcançado no ano passado só que com 700 mergulhadores durante 24 horas. Todos os presentes concordaram que é necessário cuidar do mundo e como tal iniciativas como estas são primordiais.

A maioria do lixo retirado pelos mergulhadores, que em alguns casos trabalharam até a meia-noite, foi do Porto de Abrigo. Muitas artes de pesca foram encontradas largadas no fundo do mar durante esta limpeza. O vereador José Polido, que nesta cerimónia representou o presidente Francisco Jesus, lembrou que esta iniciativa começou a ser preparada há muito tempo. «Um dos resíduos que me deixou mais preocupado foi um pneu enorme que foi retirado».


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