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PJ lança cerco nacional a grupo de ódio e prepara dezenas de detenções

A Polícia Judiciária desencadeou, esta terça-feira de manhã, uma megaoperação contra uma associação criminosa de extrema-direita, suspeita de crimes de ódio, agressões violentas e incitamento à discriminação.

A Polícia Judiciária (PJ) efetua, na manhã desta terça-feira, 20 de janeiro, uma operação de grande envergadura destinada ao desmantelamento de uma associação criminosa de extrema-direita, envolvida em crimes de discriminação, incitamento ao ódio e violência organizada. A informação foi avançada pela CNN Portugal.

Segundo o mesmo meio, a investigação poderá resultar em dezenas de detenções, estando em curso diligências para confirmar oficialmente os números junto da PJ. As autoridades terão para cumprir mais de 30 mandados de detenção e realizar cerca de 50 buscas em vários pontos do país.

Os suspeitos estarão ligados a agressões violentas contra imigrantes, em particular cidadãos oriundos de países islâmicos. Entre os episódios sob investigação encontra-se o caso de um homem brutalmente agredido a 5 de outubro, numa estação de serviço em Aveiras, bem como ataques ocorridos durante manifestações, incluindo incidentes registados no 25 de Abril, em Lisboa.

Segundo a CNN Portugal, entre os alvos da operação estão elementos associados ao Grupo 1143, uma fação radical ligada à claque Juventude Leonina, do Sporting. O grupo terá como figura de referência Mário Machado, conhecido militante neonazi, que se encontra atualmente a cumprir pena de prisão por crimes da mesma natureza.

A investigação aponta para a possibilidade de instruções terem sido transmitidas a partir do interior do estabelecimento prisional, coordenando ações no exterior. O foco da PJ incide ainda na difusão sistemática de conteúdos xenófobos e racistas nas redes sociais, mensagens que, segundo os investigadores, terão servido de catalisador para ações violentas na via pública, com palavras de ordem de incitamento ao ódio contra comunidades imigrantes.

Os detidos deverão ser presentes ao Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa nos próximos dias, onde serão avaliadas e aplicadas as medidas de coação consideradas adequadas.


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