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PJ investiga morte de menina esquecida em viatura de creche em Almada

A criança morreu depois de permanecer durante várias horas no interior de uma viatura. A Polícia Judiciária já apreendeu o veículo e investiga as circunstâncias da tragédia.

Morte de menina em Almada tem desenvolvimentos

A morte de uma menina de 18 meses na quinta-feira, dia 23 de julho, depois de permanecer durante várias horas no interior de uma viatura utilizada para o transporte de crianças, em Almada, continua a trazer novidades para um caso que está a chocar o país.

Segundo o Observador e o Notícias ao Minuto, a menina, identificada como Sofia, frequentava o Colégio Mestre Cuco, no Pragal. Além disso, após recolherem a criança durante a manhã para a transportar para a creche, deixaram-na no interior da viatura até a encontrarem já durante a tarde.

Relembramos que o alerta deu-se às 15h59, quando encontraram a criança inanimada, mobilizando os Bombeiros Voluntários de Cacilhas, o INEM, uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Hospital Garcia de Orta e a PSP. Apesar das manobras de reanimação, declararam o óbito no local.

Mãe deu o alerta quando foi buscar a filha

De acordo com as informações que têm surgido na comunicação social, a ausência da criança só foi detetada quando a mãe se deslocou ao colégio para a ir buscar. Após verificarem que a menina não se encontrava nas instalações, funcionários da instituição dirigiram-se à viatura e encontraram-na no interior.

Por outro lado, o Correio da Manhã avançou que foi necessário partir um dos vidros da viatura para retirar a criança, que já se encontrava em paragem cardiorrespiratória. Os meios de emergência iniciaram de imediato manobras de reanimação, mas sem sucesso.

Veículo apreendido pela Polícia Judiciária

A Polícia Judiciária assumiu a investigação e apreendeu a viatura para realização de perícias. O objetivo passa por apurar todas as circunstâncias da ocorrência, nomeadamente o tempo que a criança permaneceu no veículo, os procedimentos adotados durante o transporte e o cumprimento dos protocolos de segurança.

Entretanto, já transportaram o corpo da menina para o Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, onde realizar-se-á a autópsia que ajudará a determinar as causas da morte e outros elementos relevantes para a investigação. Até ao momento, não há informação sobre detenções relacionadas com o caso.

Viatura pessoal está entre as hipóteses investigadas

Segundo informações avançadas por vários órgãos de comunicação social, a criança poderá ter sido transportada numa viatura pessoal da funcionária responsável pelo transporte. Essa informação, contudo, não está confirmada oficialmente pela Polícia Judiciária e/ou pelo Ministério Público e deverá ter os devidos esclarecimentos ao longo da investigação.

Permanecem igualmente por esclarecer as circunstâncias que levaram a que não entregassem a criança no berçário e que a sua tivessem apenas detetado a sua ausência várias horas depois.

APSI pede reforço dos procedimentos de segurança

Em declarações à Renascença, a diretora técnica da Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI), Sandra Nascimento, considerou que terão falhado procedimentos básicos de segurança no transporte de crianças.

A responsável defendeu que, no final de cada viagem, deve existir uma verificação obrigatória da viatura para garantir que nenhuma criança permanece no interior, bem como mecanismos de controlo da entrada e saída dos menores. Defendeu ainda o reforço da formação dos vigilantes e a revisão das regras aplicáveis ao transporte coletivo de crianças.

A Polícia Judiciária prossegue a recolha de prova e a audição de testemunhas para reconstruir a sequência dos acontecimentos. A investigação deverá esclarecer o papel de todos os intervenientes, desde os responsáveis pelo transporte até aos procedimentos adotados na chegada à creche. A tragédia volta a colocar em evidência a importância do cumprimento rigoroso dos protocolos de transporte escolar e de verificação das viaturas, sobretudo durante períodos de temperaturas elevadas.


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