
A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar como tentativa de homicídio o ataque a tiro ocorrido na tarde de 6 de janeiro, na Charneca da Caparica (Almada), após disparos de arma automática contra um automóvel, sem registo de feridos.
Segundo informação transmitida à agência Lusa, o caso foi inicialmente comunicado à GNR como uma alegada tentativa de carjacking e terá ocorrido por volta das 16h30, na Rua Semeão do Nascimento, ficando a viatura com marcas de projéteis.
Às autoridades, o condutor terá relatado que foi atacado por “encapuzados com armas de calibre de guerra”.
De acordo com o Correio da Manhã, a PJ está a analisar a possibilidade de o ataque — dirigido ao condutor de um Audi avaliado em cerca de 200 mil euros — ter sido uma vingança por um homicídio cometido há mais de 10 anos, referindo ainda que a vítima terá estado associada a um “crime de sangue”.
Ainda sobre a motivação, existem versões divergentes: a Lusa cita fonte ligada à investigação garantindo que, até ao momento, não há indícios de ligação do caso ao grupo criminoso brasileiro Primeiro Comando da Capital (PCC). Já o Correio da Manhã e a Now admitem que as autoridades equacionem um cenário de ajuste de contas relacionado com tráfico de droga, com possíveis ligações ao PCC.
Quanto à fuga, também há informação não coincidente entre fontes: a Now refere que, cerca de duas horas depois, foram encontradas duas viaturas carbonizadas perto do Poceirão, em Pegões, sendo uma delas alegadamente a usada pelos atacantes, e que no interior foi localizado o carregador de uma metralhadora. O Diário do Distrito noticia que a viatura usada na fuga foi encontrada carbonizada no Peirão, em Palmela, e que o inquérito passou para a PJ.
A investigação prossegue para apurar a autoria dos disparos, a dinâmica do ataque e a eventual motivação, mantendo-se os suspeitos por identificar publicamente.
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