PJ fecha fileiras e pede união para colmatar falhas do Ministério Público
O diretor nacional da Polícia Judiciária apelou ao reforço do apoio ao Ministério Público, assumindo as limitações de meios da magistratura e sublinhando a responsabilidade acrescida da PJ no combate ao crime.
O diretor nacional da Polícia Judiciária, Luís Neves, deixou hoje um apelo direto aos quadros da instituição para um reforço efetivo do apoio ao Ministério Público, numa altura em que a magistratura enfrenta dificuldades significativas por falta de meios. A mensagem foi transmitida durante a cerimónia de tomada de posse de dez novos dirigentes da PJ, realizada na sede da instituição, em Lisboa.
Na sua intervenção, Luís Neves foi claro ao reconhecer o contexto exigente vivido pelo Ministério Público, sublinhando que essa realidade impõe um esforço redobrado por parte da Polícia Judiciária. “É redobradamente exigível que consigamos, de alguma forma, suprir essas dificuldades”, afirmou, dirigindo-se em especial aos responsáveis agora em funções.
O responsável máximo da PJ recordou que a missão da instituição está intimamente ligada ao apoio à ação penal, salientando que o trabalho desenvolvido é, na prática, um suporte quase exclusivo ao Ministério Público, enquanto titular da investigação criminal. Com base na sua experiência, destacou ainda que a proximidade operacional, a lealdade institucional e a disponibilidade permanente têm sido fatores decisivos para o sucesso das investigações.
Luís Neves reforçou a ideia de alinhamento total entre as duas entidades, frisando que a Polícia Judiciária atua num único sentido e com um único propósito. “Não trabalhamos para mais ninguém”, afirmou, defendendo que essa ligação deve ser cuidada e reforçada diariamente.
Entre os novos dirigentes empossados encontra-se Pedro Fonseca, até agora diretor da Unidade Nacional de Combate à Corrupção, que assume funções como diretor nacional adjunto. A liderança daquela unidade passa para Perpétua Crispim, enquanto Afonso Sales fica à frente do Gabinete de Recuperação de Ativos.
Na área da cooperação internacional, António Morais regressa à Polícia Judiciária para assumir a direção da respetiva unidade, após ter exercido funções no Ponto Único de Contacto para a Cooperação Policial Internacional, integrado no Sistema de Segurança Interna.
Foram igualmente nomeados novos responsáveis para várias estruturas regionais e locais. João Garcia assume a Direção da Diretoria do Sul, Camilo Oliveira é o novo subdiretor da Diretoria do Centro e António Trogano passa a subdiretor da Diretoria do Norte. Ao nível dos departamentos de investigação criminal, Pedro Maia lidera Setúbal, Rui Nunes Aveiro e Renato Furtado os Açores.
A renovação da estrutura dirigente surge num momento em que a articulação entre a Polícia Judiciária e o Ministério Público assume particular relevância, num contexto de pressão sobre os recursos disponíveis e de crescente complexidade da criminalidade investigada.
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