Atualidade

Petição solicita reconhecimento formal da profissão de Segurança Privada

Petição já recolheu mais de 1500 assinaturas

Uma petição online, já assinada por 1.587 pessoas, foi criada no intuito de solicitar à Assembleia da República e ao Governo o reconhecimento formal da «profissão de Segurança Privada, como profissão de risco e de desgaste rápido, com o consequente enquadramento legal e compensatório adequado à natureza das funções exercidas».

No documento, os signatários relembram que «as Forças de Segurança Privada desempenham, de forma permanente e ininterrupta, missões de responsabilidade, essenciais à manutenção da ordem em setores privados, em diversas áreas de interesse económico para o país, à segurança de pessoas e bens particulares».

No entanto, «o exercício destas funções implica exposição constante a situações potencialmente perigosas, contacto direto com a pequena criminalidade, horários irregulares, turnos noturnos, turnos prolongados e uma exigência psicológica e física superior à média das restantes carreiras.

O impacto acumulado destas condições representa um sacrifício pessoal e familiar significativo, que deve ser reconhecido e compensado de forma justa, para que esta profissão seja mais aliciante, para quem quer exercer uma atividade dedicada à segurança e bem-estar dos outros.»

Entendem os signatários que o reconhecimento da profissão «não constitui um privilégio, mas sim um ato de justiça institucional e de valorização a todos os profissionais da área da Segurança Privada, com risco diário, a segurança e tranquilidade dos cidadãos que frequentam espaços privados, nomeadamente grandes superfícies comercias, centros empresarias, instituições públicas e áreas industriais».

Outro aspecto que apontam como factor de insegurança prende-se com o facto de «estes profissionais, na sua grande maioria, trabalha desarmada. Infelizmente um segurança privado a trabalhar sozinho e sem qualquer tipo de arma – é uma prática normal e legal no âmbito da segurança privada em Portugal.»

Os peticionários requerem por isso que a Assembleia da República e o Governo adoptem as medidas legislativas e regulamentares necessárias para reconhecer formalmente a profissão; instituir uma compensação pelo risco e de desgaste rápido, através do pagamento de subsídio de penosidade, insalubridade e risco, de valor fixo, diário ou mensal, ajustado à natureza das funções desempenhadas; garantir a atualização e valorização deste subsídio, acompanhando a evolução das condições de serviço e das exigências operacionais.

Pretendem ainda que sejam reforçadas as medidas de proteção social e psicológica aplicáveis aos profissionais das Forças de Segurança Privada, reconhecendo o impacto do risco e da exposição a contextos de violência e stress elevado».


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