Atualidade

Petição Pública denuncia degradação dos serviços da Fertagus e exige medidas ao Governo

Os atrasos e supressões dos comboios da Fertagus levaram a que fosse lançada a petição pública «Pela melhoria urgente do serviço da Fertagus e pelo fim dos atrasos e supressões constantes», dirigida aos eleitos na Assembleia da República.

Criada a 5 de janeiro, a petição já recolheu 904 assinaturas, e é assinada por «utentes da Fertagus e cidadãos preocupados com a mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa» que denunciam «a degradação contínua do serviço prestado pela Fertagus, traduzida em atrasos frequentes, supressões de comboios, sobrelotação e falhas graves na informação aos passageiros».

Os utentes frisam que «estas situações ocorrem de forma repetida e sistemática, afetando milhares de trabalhadores, estudantes e famílias, causando prejuízos profissionais, económicos e pessoais, e comprometendo seriamente o direito à mobilidade e à qualidade de vida.

Apesar do serviço ser explorado em regime de concessão pública, os utentes não têm visto melhorias proporcionais nem respostas eficazes por parte da concessionária, nem uma fiscalização visível por parte do Estado.»

Perante os problemas causados, os peticionários solicitam à Assembleia da República e ao Governo que seja fiscalizado «de forma rigorosa» o cumprimento do contrato de concessão da Fertagus; que se tornem públicos os dados reais de atrasos, supressões e incumprimentos e que sejam apuradas as responsabilidades pelas falhas recorrentes do serviço.

É também exigido ao Governo que se apliquem «medidas concretas, eficazes e calendarizadas para garantir a fiabilidade, pontualidade e capacidade do serviço» e também seja avaliada a «aplicação de sanções ou a revisão do contrato de concessão caso os incumprimentos persistam».

Por fim, frisam que «os utentes não podem continuar a ser penalizados por um serviço essencial que falha de forma recorrente sem consequências visíveis».

Na última semana, duas situações causaram enormes transtornos aos utilizadores deste transporte público, após ter sido detectada um carril fracturado no dia 6 de Janeiro e nesta sexta-feira, 9 de janeiro, quem regressava a casa de Lisboa deparou-se com «atrasos significativos», por «motivo de anomalia na infraestrutura, nomeadamente, no aparelho de mudança de via na estação de Roma-Areeiro».


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