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Petição propõe proibição de condução a partir dos 75 anos

Arranque com apenas uma assinatura coloca tema insólito em debate público.

Petição polémica ligada à condução sénior

Uma petição pública que defende a proibição da condução automóvel a partir dos 75 anos foi recentemente lançada em Portugal, mas conta, até ao momento, com apenas um subscritor. Apesar da reduzida adesão inicial, a proposta introduz um tema sensível que cruza segurança rodoviária e direitos individuais.

Dirigida à Assembleia da República, a iniciativa propõe a cessação automática da validade da carta de condução a partir dessa idade, defendendo que o envelhecimento pode comprometer as capacidades necessárias para conduzir em segurança.

Argumentos centrados no declínio associado à idade

No texto da petição, o autor sustenta que, a partir dos 75 anos, o declínio cognitivo, visual e motor torna a condução “perigosamente imprevisível”, apontando para situações como circulação em contramão e acidentes evitáveis.

O documento considera igualmente que as avaliações médicas atualmente exigidas não são suficientes para garantir a aptidão contínua dos condutores, defendendo que o risco pode surgir mesmo após uma validação clínica recente.

Propostas incluem alternativas de mobilidade

Além da proibição da condução, a petição sugere a criação de alternativas de mobilidade para a população idosa, como forma de mitigar o impacto da medida no quotidiano destas pessoas.

Ademais, Nélson Manuel de Oliveira Ferreira subscreve esta mesma iniciativa, que está disponível para assinatura online (aqui).

Debate entre segurança e discriminação etária

A proposta surge num contexto em que a segurança rodoviária continua a ser uma preocupação, mas levanta também questões relacionadas com a discriminação em função da idade e a autonomia dos cidadãos mais velhos. Especialistas têm defendido que a avaliação da aptidão para conduzir deve fazer-se caso a caso e não apenas com base na idade.

Em Portugal, a legislação prevê atualmente a renovação periódica da carta de condução com exigência de avaliação médica a partir de determinadas idades, sem estabelecer um limite máximo absoluto para conduzir.

Longe de qualquer efeito legislativo

Por outro lado, para que uma petição possa ter uma discussão obrigatória na Assembleia da República, é necessário reunir milhares de assinaturas na mesma. Com apenas um subscritor até ao momento, esta iniciativa está ainda muito distante desse objetivo.

Ainda assim, o tema que levanta poderá contribuir para o debate público sobre os critérios de aptidão para a condução e o envelhecimento da população.


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