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Peticionários exigem anulação da expropriação para projecto da mesquita na Mouraria

Petição questiona decisão do PS

Uma petição que exige a reversão da expropriação por interesse público para construção de uma mesquita na Mouraria foi lançada por Ossanda Liber e João Filipe Cruz dos Santos, do Partido NOVA DIREITA, e já foi assinada por 3.638 pessoas.

A petição, dirigida aos elementos do Parlamento, relembra que «o projeto de construção de uma nova mesquita na Mouraria surgiu em 2012 sendo à época o Presidente de Câmara de Lisboa o Dr. António Costa».

Neste projecto para a construção de uma mesquita na Mouraria, «estava prevista a demolição de edifícios para a criação de uma praça que permitisse aceder ao local de culto através de uma passagem pedonal entre a Rua da Palma e a Rua do Benformoso».

O projecto voltou a ser discutido em Assembleia Municipal no ano de 2015, quando foi solicitado a este órgão a aprovação da declaração de utilidade pública da expropriação dos prédios necessários à execução do projeto, proposta aprovada por unanimidade.

O proprietário de dois prédios na Rua do Benformoso, António Barroso, foi alvo de expropriação pela autarquia em 2016 com a finalidade de construção de uma mesquita.

O assunto voltou a ser abordado em reportagem com o proprietário, residente no local há mais de quatro décadas, e que considera ter sido prejudicado na avaliação do seu património que incluía várias obras de melhoramento nos prédios de que é proprietário.

Ambos os imóveis estão desde 2017 na posse da Câmara Municipal de Lisboa mas o proprietário «continua todos os meses com o encargo dos prédios, contraindo dívidas nas Finanças e na Segurança Social com consequências graves para a sua saúde» refere ainda o texto da petição.

«Mais de uma década após o início do projeto de construção, a Câmara de Lisboa continua sem uma tomada de decisão sobre a construção de uma nova mesquita na Mouraria, sendo legitimo questionar a pertinência da Declaração de utilidade pública de expropriação, com carácter urgente, já com o Dr. Fernando Medina na Presidência da Câmara de Lisboa, visto que uma vez declarado o carácter urgente da expropriação, a entidade expropriante pode entrar de imediato na posse dos bens a expropriar.»

Os peticionários consideram ainda «legitimo questionar as verdadeiras motivações políticas do Partido Socialista por detrás desta Declaração visto que nada foi feito desde o início do projeto em 2012 e a própria utilidade pública relativa à construção de uma nova mesquita em Lisboa».

Perante esta situação os peticionários, a esta altura mais de 3.600 assinantes, consideram que «a solução mais justa para o Sr. António Barroso é a reversão da expropriação por utilidade pública pela Câmara de Lisboa, complementada com o pagamento de uma indemnização por danos causados por perda de rendimento e agravamento do seu estado de saúde, ou no mínimo uma compensação mais justa pelo valor dos seus prédios pelo preço do valor de mercado atual».


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