PCP apela a greve geral contra pacote laboral do Governo PSD/CDS-PP a 11 de dezembro em Sines
Paulo Raimundo critica Orçamento do Estado de 2026 e alerta para aumento da precariedade, despedimentos sem justa causa e desregulação do trabalho.
Em Sines, no distrito de Setúbal, o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, apelou a “uma grande, grande greve geral” marcada para o próximo dia 11 de dezembro contra o pacote laboral apresentado pelo Governo PSD/CDS-PP.
Durante um almoço-comício, Paulo Raimundo criticou o Orçamento do Estado para 2026, aprovado na semana anterior com a abstenção do PS, e responsabilizou IL e Chega por terem “uma dívida de gratidão” para com o partido socialista, que permitiu viabilizar o orçamento sem o seu voto. “Chega e IL têm uma dívida de gratidão para com o PS, que, mais uma vez, decidiu dar a mão a este Orçamento”, afirmou, acusando-os de votarem contra um orçamento com o qual estariam “profundamente de acordo”.
O líder comunista considerou este orçamento como parte de uma política mais ampla que tem como foco o pacote laboral. “Esta é uma política que tem uma peça maior do seu objetivo, que é o famoso pacote laboral”, alertou, acrescentando que o Governo não vai abdicar de “aumentar a precariedade, aumentar a desregulação do tempo de trabalho e aumentar a possibilidade de despedir sem justa causa”.
Paulo Raimundo apelou aos trabalhadores para que “tenham o dever e a obrigação de pegar nessa força toda, organizá-la e afirmar a sua força e combater este pacote laboral”. Esta luta, explicou, é o objetivo da greve convocada pelas centrais sindicais CGTP e UGT.
Além da defesa da precariedade laboral, o secretário-geral do PCP denunciou o que considerou “mentiras do Governo”, nomeadamente no discurso sobre o aumento das pensões e o acesso gratuito dos reformados aos medicamentos. Quanto às pensões, ironizou que o aumento resultou “porque há uma lei que obriga a que se aumente” e, sobre os medicamentos, afirmou que “a maioria, a imensa maioria, a larga maioria dos reformados não tem acesso gratuito aos medicamentos”, exceto uma pequena percentagem que goza do Complemento Solidário para Idosos.
O agravamento da idade da reforma para os 66 anos e 11 meses em 2027 motivou também críticas. Paulo Raimundo questionou: “Será que 40 anos de trabalho, com 40 anos de descontos, não é tempo de trabalho suficiente para poder aceder à reforma e à pensão sem mais nada?”. Apelou ainda para que não se obrigue as pessoas a “trabalhar até ao final dos seus dias e das suas vidas”.
Paulo Raimundo iniciou a sua intervenção com a saudação da vitória autárquica do PCP em Sines, conquistada em outubro, após 12 anos de governação do PS naquele concelho.
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