O PCP enviou uma questão à ministra do Ambiente e Energia na qual demonstra «perplexidade» por tomar conhecimento «de que os navios elétricos comprados para a Transtejo estão a ser carregados com geradores a gasóleo alugados, na Doca 13 da ex-Lisnave, em Cacilhas, de Julho de 2024», anexando fotos que comprovam a situação.
Para o Partido Comunista Português «este é o retrato de uma certa política ambiental, que se esgota em decisões cujo principal impacto é na Comunicação Social e na propaganda» e relembra que «em 2020 foi lançado um concurso de aquisição de dez novos navios para reforço da frota da Transtejo com o seguinte calendário de entrada ao serviço: quatro em 2020, três em 2021 e os restantes três em 2022.
Destes navios só um estava equipado com baterias, o que obrigou a um novo concurso para a aquisição de nove baterias de armazenamento de energia, com vista a equipar os restantes navios.»
No comunicado divulgado através do site e das redes sociais, o PCP acusa ainda que «se a opção tomada pelo Governo – e imposta à Transtejo – pela compra de navios com motores elétricos e baterias sempre pareceu, no mínimo, precipitada e arriscada, tal como o PCP e os trabalhadores alertaram atempadamente, com a agravante de ter desviado o trabalho de um estaleiro nacional para Espanha, a sua implementação concreta está a revelar-se um desastre».
Esse «desastre», foi exposto «na Pergunta n.º 192/XVI/1.ª de 19 de junho de 2024, que ainda não teve resposta do Governo», às quais o PCP junta agora «as que são suscitadas pelas fotografias que anexamos.»
Perante estas imagens, o PCP interroga o Governo se «os dois geradores das imagens estão alugados. Que contrato foi realizado, por quanto tempo e qual o gasto mensal», e «se na base operacional da frota da Transtejo é preciso recorrer a geradores para carregar as baterias dos navios, então que explicações são dadas para a forma como os pontos de carga foram contratados e estão a ser instalados?».
O PCP quer ainda obter respostas sobre o motivo pelo qual não se concretizou a entrada em funcionamento dos cinco novos navios (já recepcionados), e ainda «se os problemas que a Empresa atualmente enfrenta, poderiam ter sido evitados, bem como se o Governo está disponível a passar a adotar uma outra atitude com a Transtejo e os seus trabalhadores».
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