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Paulo Raimundo apela ao voto em António José Seguro para derrotar André Ventura na segunda volta presidencial

Secretário-geral do PCP defende voto necessário para impedir candidatura reacionária e antidemocrática nas eleições de 8 de fevereiro.

O secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP), Paulo Raimundo, apelou ao voto em António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais, marcada para 8 de fevereiro, em Almada, distrito de Setúbal.

Durante um comício intitulado “Outro Rumo para o País. Rejeitar o pacote laboral, a exploração e as injustiças”, Paulo Raimundo explicou que a votação no candidato apoiado pelo Partido Socialista (PS) não decorre de um alinhamento político, mas antes da necessidade de derrotar o candidato André Ventura, do Chega.

“É necessário derrotar a sua candidatura e o único voto para contribuir para este objetivo, não há dois, nem há três, só há um. Com mais ou menos entusiasmo, a única hipótese que temos é votar em António José Seguro”, afirmou o líder comunista.

Paulo Raimundo destacou que, apesar de não ser possível afastar da Presidência da República um candidato comprometido com a política de direita nesta segunda volta, o desfecho das eleições é decisivo. Por isso, sublinhou a necessidade de intervir com força para impedir a vitória de Ventura. O líder do PCP qualificou a candidatura de André Ventura como “instrumento nas mãos de forças reacionárias”, descrevendo-a como “a candidatura da mentira, da intolerância, da hipocrisia, do retrocesso e do passado”.

“Não é apenas derrotar Ventura, é derrotar o projeto que lhe está entregue, o projeto reacionário, o projeto antidemocrático, o projeto que quer abrir um novo rumo de retrocesso para o nosso país. É isto que está em causa”, sustentou Paulo Raimundo.

O secretário-geral do PCP realçou ainda que nesta segunda volta não está em causa um confronto entre a esquerda e a direita, pois para isso seria necessário um candidato de esquerda, como António Filipe, apoiado pelo PCP na primeira volta.

Paulo Raimundo apelou a que não haja abstenção, frisando: “Não desvalorizemos a segunda volta”.

Na primeira volta das eleições presidenciais, António José Seguro, candidato apoiado pelo PS, Livre, PCP e Bloco de Esquerda, conseguiu 31% dos votos, enquanto André Ventura obteve 23%, seguindo-se Cotrim Figueiredo, da Iniciativa Liberal, com 16%. Gouveia e Melo ficou em quarto lugar com 12%, e Marques Mendes, apoiado pelo PSD e CDS-PP, obteve 11%. Entre os candidatos à esquerda, Catarina Martins (BE) teve 2%, António Filipe (PCP) 1,6% e Jorge Pinto (Livre) 0,6%. O artista Manuel João Vieira conseguiu 1%, o sindicalista André Pestana 0,2% e Humberto Correia 0,08%.


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