Paulo Edson Cunha rejeita “priorização” da Costa da Caparica e acusa Inês de Medeiros de criar “narrativas” para esconder “inoperância”
O deputado do PSD Paulo Edson Cunha rejeita que tenha havido qualquer “priorização política” da Costa da Caparica e diz que a sua intervenção resultou da urgência e de pedidos de ajuda de moradores, face a “casas e vidas em risco”.

O deputado do PSD eleito por Setúbal, Paulo Edson Cunha, defende que a sua presença na Costa da Caparica, e os contactos que terão sido feitos para acelerar uma avaliação técnica no local, resultaram da “urgência” e do apelo de moradores, rejeitando que tenha existido qualquer intenção de beneficiar uma freguesia gerida pelo PSD em detrimento de outras zonas do concelho.
Em resposta enviada ao Diário do Distrito, o parlamentar afirma que o que o move “são as pessoas e as suas necessidades”, independentemente de serem “do PS ou do PSD”, e critica a presidente da Câmara Municipal de Almada por, diz, optar por “novelas e narrativas” em vez de agradecer a intervenção em contexto de emergência.
“Visitamos vários concelhos”: Sesimbra, Alcácer, Grândola
No esclarecimento, Paulo Edson Cunha enquadra a atuação como parte do trabalho regular de deputados no distrito, referindo deslocações a diferentes concelhos e situações de carência ou risco. O deputado aponta, por exemplo, uma visita à arriba de Sesimbra, onde diz ter estado com o presidente da câmara e com a vereadora da Proteção Civil, e descreve ainda uma deslocação a Alcácer do Sal, já com a deputada Teresa Morais, onde afirma ter estado com a presidente da câmara e presidentes de junta, acompanhando uma visita do Presidente da República e membros do Governo.
O deputado refere também ações noutros territórios do distrito, como Grândola, indicando que a deputada Sónia dos Reis “tem estado em permanência” junto de populações e autarcas e tem reivindicado junto de entidades e do Governo meios para reposição de estradas e outras necessidades, sublinhando que estas autarquias “não são do PSD”.
Costa da Caparica: “situação grave”, pedido de ajuda de moradores e avaliação “urgente”
Sobre a situação na Costa da Caparica, Paulo Edson Cunha confirma que esteve no local no sábado, regressando na segunda-feira acompanhado por Teresa Morais, referindo que nesse momento estava também presente a presidente da junta. Diz ter considerado o cenário “grave” e sustenta que, face ao caráter “verdadeiramente urgente” e ao risco para “casas, logo, vidas”, foi pedida “a nossa ajuda” por moradores, defendendo que a resposta não era compatível com “burocracias” que atrasassem a avaliação por técnicos.
O contexto no terreno inclui um deslizamento de terras em São João da Caparica que levou à retirada de 35 pessoas de três edifícios junto à arriba fóssil, segundo informação noticiada com base em dados municipais.
Ataque à Câmara: “não estava presente” e “queixa da população”
Na parte mais política da resposta, o deputado lamenta que Inês de Medeiros “não estava presente” e afirma que essa ausência era “a grande queixa da população”. Considera “lamentável” que a autarca “em vez de vir agradecer a presença dos deputados numa situação de emergência” lance acusações “para disfarçar a sua inoperância e incapacidade”, defendendo que a Câmara Municipal de Almada tinha conhecimento do cenário e esteve no local no sábado, com presença mediática, mas “deixando poucas soluções e respostas”.
“Não é cartão partidário”: elogios a autarcas do PS e defesa da Junta
No mesmo texto, Paulo Edson Cunha procura afastar a leitura de “discriminação política”, afirmando que, nos vários locais referidos, a maioria das autarquias não é do PSD, e elogia autarcas socialistas em Alcácer do Sal e Sesimbra por aceitarem colaboração “sem pedir cartão partidário”, dizendo tê-los visto “sempre ao lado da população”.
O deputado termina a ilibar a presidente da junta, descrevendo-a como “inexcedível”, e reforça que a razão para a atenção dada à Costa da Caparica foi “óbvia”: seria o local “que carecia de mais atenção”.
A controvérsia ganhou dimensão depois de declarações públicas atribuídas a Inês de Medeiros sobre alegado acionamento de meios “apenas” para uma freguesia liderada pelo PSD, críticas que a própria tem vindo a reiterar publicamente.
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