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Patrícia Gaspar prevê um verão complexo em Portugal

A secretária de Estado da Proteção Civil esteve em Palmela para falar sobre os Impactos dos Incêndios Florestais na água, mas no fim, Patrícia Gaspar, falou aos jornalistas presentes sobre o verão deste ano e dos dispositivos disponíveis.

Patrícia Gaspar, secretária de Estado da Proteção Civil, regressou uma vez mais a Palmela com o intuito de falar sobre o impacto que os incêndios florestais tem na água. A governante que fez parte do primeiro painel, falou de como é importante toda a comunidade perceber quais os problemas que esses incêndios podem trazer à vida de cada um de nós.

A governante também apontou em parte o dedo à comunicação social por não dar grande relevo à questão das alterações climáticas, por não acharem um tema atraente como o da divulgação de uma notícia de um incêndio florestal.

A questão é essa, temos que sensibilizar a comunicação social para esse tipo de tema e que não pegue só nos pequenos casos, mas que pegue naqueles que são os temas dos casos que podem fazer uma diferença de facto na maneira como todos nós trabalhamos”, referindo-se ao assunto das alterações climáticas e quais os seus prejuízos na sociedade em que todos vivemos.

Temos que envolver as nossas comunidades e as nossas instituições para estes assuntos, perceber como podemos minimizar o problema”, disse.

Para este ano, Patrícia Gaspar, prevê um verão quente que poderá ser problemático em alguns pontos do país, o que apelidou de ser um verão muito complexo: “Bem as perspetivas que nós temos e que nos vão sendo fornecidas, quer pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera, mas também por outro centros de excelência na área de investigação, quer europeus, quer mundiais, é que nós teremos uma grande probabilidade de ter um verão muito complexo.”, prosseguindo “Temos a noção que nos próximos meses sejam caracterizados com condições meteorológicas adversas.”.

O que nos preocupa são mesmo essas condições meteorológicas adversas, a todos os níveis, quer do ponto de vista da saúde pública, isto, devido ao calor que se possa sentir em todo o país, mas também no ponto de vista da forma como impacta nos incêndios rurais, ou seja, a trilogia só por si não provoca incêndios, mas quando há incêndios nestes quadros meteorológicos mais adversos a probabilidade que temos de gerar mais ocorrências e de maior complexidade, e isso é um risco muito elevado para todos nós.”, a grande preocupação de Patrícia Gaspar é dar resposta a essas mesmas ocorrências, sobretudo às populações que vivem em meios rurais

Para este ano estão reforçados todos os meios de combate a incêndios, a secretária de Estado avança que há a garantia de pelo menos mais meios aéreos do que o ano passado, num total de sessenta meios aéreos, mas estão em conversações com a Força Aérea Portuguesa para poderem reforçar e aumentar mais esse dispositivo.

Patrícia Gaspar refere, no entanto, que “Contudo que este aumento, esta robustez de meios aéreos é um fator de alguma tranquilidade, mas eu reitero, não há dispositivo suficiente para incêndios de maior complexidade como aqueles que nós estamos a ver, por exemplo, a acontecer noutros países. E, portanto, o grande objetivo nacional é mesmo continuar a reduzir o número de ocorrências, porque essa é a melhor garantia que todos temos.


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