Barreiro

Passeios abertos ao público no «Muleta do Rio Tejo» em agosto

O evento «Muleta do Rio Tejo», que vai acontecer na Muleta Álvaro Velho, vai ser a estrela do Barreiro nos dias 1, 8, 22, 26 e 29 de agosto, sempre entre as 10h30-11h30, 11h45-12h45, 14h30-15h30 e 16h00-17h00.

As inscrições para o evento são gratuitas, mas obrigatórias e devem ser feitas no Posto de Turismo Municipal do Barreiro ou no Moinho de Maré Pequeno.

Desde tempos ancestrais que o rio Tejo se povoou de barcos, visando aproveitar ventos, marés e correntes, quer no transporte de mercadorias entre as 2 margens, quer na atividade da pesca. Uma dessas embarcações utilizadas foi a «Muleta do Tejo», considerada por muitos como a mais extraordinária embarcação tradicional portuguesa.

Esta embarcação de pesca é arcaica no que diz respeito ao formato do casco e aparenta ter origem no Mediterrâneo Oriental. Ainda com um casco chato, mas arqueado. Apesar da estranha aparência, a muleta é uma embarcação altamente equipada para a pesca, sendo adaptada ao seu trabalho, em que, um grupo de 15 homens, dirigido por 1 mestre e 2 moços auxiliares, empregam a rede de arrasto no estuário e fora da barra.

No exterior do rio Tejo operava entre os cabos Espichel e da Roca. A Câmara Municipal do Barreiro e a empresa «Jaime Ferreira da Costa & Irmão, LDA Construções e Reparações» assinaram um contrato para a aquisição da embarcação importantíssima na história do Barreiro. O barco realiza passeios pelos rios Coina e Tejo.

No último ano, os vereadores eleitos pela CDU na Câmara do Barreiro, Miguel Amaral e Humberto Faísca, criticam a cedência da embarcação a uma empresa privada. Os comunistas lembram que a construção da embarcação “fez parte de uma estratégia integrada de valorização da frente ribeirinha que incluía também a compra da Quinta do Braamcamp e a recuperação do respetivo moinho de maré”. Recordam ainda que em 2015, a câmara aprovou por unanimidade a construção da Muleta, tendo, em 2016, aprovado por maioria “a obtenção de um empréstimo de 300 mil euros para a construção” da embarcação.

Miguel Amaral afirma ainda que a cedência “é um modelo de negócio lesivo para o município […] e que não é bom para o Barreiro”, porque a empresa irá entregar ao município “umas migalhas”, tendo classificado este como “um negócio que não é muito digno” para o concelho, questionando-se acerca do “custo” que a operação irá envolver de futuro para o território.

Os vereadores comunistas consideram haver capacidade “para contratar os trabalhadores e os meios técnicos necessários para colocar a muleta a navegar no Barreiro em permanência”, facto de defendem “ter acontecido no decurso dos últimos anos” e “após a finalização da sua construção, criando assim um serviço público ao dispor de toda a população” e acrescentam que o contrato de comodato “não se afigura vantajoso” para a cidade.


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