Passeio limpo por empresa gera debate público
Uma quinta pedagógica de Cabanas, na freguesia da Quinta do Anjo, pagou cerca de 100 euros para limpar o passeio e a via junto às suas instalações e acabou por desencadear uma polémica pública com a Junta de Freguesia, que reconhece que essa intervenção se enquadra nas suas competências.

A polémica instalou-se na freguesia da Quinta do Anjo depois da Quinta Pedagógica ‘Quintarola dos Animais’, situada na Rua Eleutério Teixeira, em Cabanas, ter avançado com a limpeza do passeio público e da via junto às suas instalações, suportando um custo de 100 euros recorrendo a serviços externos.

Segundo foi relatado pela própria entidade, a intervenção foi decidida perante o estado em que se encontrava o espaço envolvente. Sem que tivesse havido, alegadamente, uma ação prévia no local, a empresa optou por resolver o problema pelos seus próprios meios e assumiu o pagamento do trabalho.
Segundo a empresária, foram várias vezes solicitadas intervenções de limpeza à Junta de Freguesia de Quinta do Anjo e nada foi feito por parte da entidade autárquica que detém responsabilidades no espaço.
O caso ganhou dimensão após a Quintarola dos Animais ter levado o assunto para as redes sociais, onde pediu o endereço de correio eletrónico da autarquia para enviar a fatura da limpeza efetuada. A publicação rapidamente gerou reações e abriu um debate local sobre a manutenção do espaço público naquela zona da freguesia.
Na mensagem divulgada pela Quinta Pedagógica, era deixado um tom crítico relativamente à atuação da autarquia, numa referência ao pagamento do serviço que, no entendimento da entidade, deveria ter sido assegurado por quem tem responsabilidades na gestão do espaço público.
A resposta não se fez esperar e de uma forma com pouco rigor da Junta de Freguesia da Quinta do Anjo, presidida por Nuno Valente, eleito pelo Chega. Num comentário à publicação na página da ‘Quintarola dos Animais’ comunicado esse tornado público, a Junta de Freguesia de Quinta do Anjo começou por afastar qualquer obrigação ou compromisso com a entidade, sublinhando que a conservação, manutenção e gestão das respetivas instalações são da inteira responsabilidade da própria instituição.
Ainda assim, a posição da Junta introduz um dado central nesta controvérsia. No mesmo esclarecimento, a autarquia admite que o corte de ervas e a limpeza do passeio junto ao muro da entidade se enquadram, de facto, nas competências da Junta de Freguesia.
Esse reconhecimento acabou por alimentar ainda mais a discussão, já que a origem da polémica está precisamente numa intervenção feita por uma entidade privada num espaço cuja limpeza, segundo a própria autarquia, cabe àquela autarquia. No mesmo comentário, a Junta de Freguesia de Quinta do Anjo justifica eventuais atrasos com a dimensão do território, a dispersão geográfica e os recursos humanos limitados.
A Junta acrescenta também que o endereço de correio eletrónico institucional está publicamente disponível no site da freguesia e refere que os pedidos de intervenção devem ser apresentados através dos canais oficiais, defendendo que as redes sociais não são o principal meio-formal de contacto com os cidadãos.
O episódio continua a provocar debate entre moradores e utilizadores das redes sociais, sobretudo por envolver uma empresa que alega ter suportado custos para assegurar a limpeza de uma área pública. O caso volta assim a colocar no centro da discussão a manutenção de passeios e espaços públicos na freguesia da Quinta do Anjo, numa altura em que cresce o escrutínio sobre a resposta do executivo local a problemas do quotidiano.


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