Atualidade

Papa condena legalização da eutanásia: “A morte não é um direito”

O Papa reafirmou hoje, no Vaticano, a oposição a qualquer forma de antecipação da morte, numa crítica à eutanásia e ao suicídio assistido.


“Devemos ter o cuidado de não confundir esta ajuda com desvios inaceitáveis que levam a matar. Temos de acompanhar as pessoas até à morte, mas não provocar a morte nem ajudar qualquer forma de suicídio”, disse Francisco, na audiência pública semanal.


O Pontífice destacou que ninguém pode evitar a morte e se deve ajudar a “morrer em paz”, sublinhando que, “depois de ter feito tudo o que era humanamente possível para curar a pessoa doente, é imoral o encarniçamento terapêutico”.


“Saliento que o direito a cuidados e tratamentos para todos deve ser sempre uma prioridade, de modo que os mais fracos, particularmente os idosos e os doentes, nunca sejam descartados”, apontou o líder católico.


Para Francisco, “a vida é um direito – não a morte” e este princípio “diz respeito a todos, não apenas aos cristãos ou crentes”.


Recorde-se que, em Portugal, a nova formação do Parlamento deve debater um texto que permita a legalização da eutanásia, após dois vetos do presidente da República.


Francisco citou por fim a carta publicada esta terça-feira pelo Papa Bento XVI, na qual este disse que está “diante da porta escura da morte”.


“Todos nós estamos a caminho dessa porta, todos”, destacou Francisco.


A reflexão encerrou-se com a recitação de uma Ave-Maria “pelos moribundos, por quantos estão a viver este momento de passagem por essa porta escura e os familiares que estão a viver o luto”.


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