Palmela: Homem morre após aguardar mais de uma hora por socorro médico
Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar denuncia falta de ambulâncias
O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) denunciou o caso de um homem que morreu esta sexta-feira em Palmela após ter esperado mais de uma hora pela viatura médica de emergência.
A chamada para o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) foi feita pelas 14h45 e a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) apenas chegou ao local pelas 15h52, mais de uma hora depois, avança a Lusa.
No caso desta mulher, classificado como prioridade 1 segundo os parâmetros definidos no início do ano pelo INEM, a resposta deve ser imediata.
Este não foi o único caso ocorrido no distrito de Setúbal, segundo o presidente do sindicato, Rui Lázaro.
Entre as várias denúncias que o STEPH recebeu estão dois casos classificado como prioridade 1, que não tinham VMER disponível no imediato: um deles, em Santo António da Charneca, Barreiro, de uma mulher com dificuldades respiratórias e reação alérgica cuja chamada foi recebida pelas 14h38 e a Cruz Vermelha foi acionada quase meia hora depois; o outro caso, na Quinta do Anjo (Palmela), foi o de uma mulher com dor torácica cujo pedido de socorro foi feito pelas 14h46 e a moto de Setúbal foi acionada 20 minutos depois.
O presidente do sindicato alertou também para o facto de haver vários casos de viaturas inoperacionais por avaria que não são substituídas por falta de viaturas de reserva.
Um dos casos ocorreu na quarta-feira quando uma das duas ambulâncias do INEM de Setúbal esteve parada durante a tarde (entre as 13h30 e as 18h00), porque avariou, tendo sido solicitada uma a Pombal, que viria também a avariar.
Também esta sexta-feira, desta feita no Seixal, uma avaria fez com que a Ambulância de Emergência Médica estivesse inoperacional mais de uma hora.
Segundo a mesma fonte, a logística não tinha nenhuma viatura de substituição/reserva para a área de Lisboa e Vale do Tejo e neste momento INEM tem cerca de 40 viaturas em oficina para reparação.
«São sempre dezenas [em oficina], mas o expectável é que cada delegação tenha algumas de reserva», afirmou Rui Lázaro citado pela Lusa, acrescentando que, ao dia de hoje, nem a delegação Norte, nem Lisboa e Vale do Tejo têm uma única viatura de substituição.
A Lusa questionou o INEM sobre a situação da frota e aguarda resposta.
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