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Pais denunciam crianças sem escola no arranque do 5.º ano no Seixal

Famílias do concelho do Seixal denunciam nas redes sociais que há alunos prestes a iniciar o 5.º ano que continuam sem escola atribuída. Com o arranque das aulas à porta, cresce a revolta e multiplicam-se os apelos para que o Ministério da Educação encontre uma solução urgente.

O novo ano letivo arranca, mas para algumas famílias do concelho do Seixal permanece uma pergunta inquietante: onde vão estudar os seus filhos?

O alerta ganha força nas redes sociais, onde encarregados de educação dão conta de crianças que deveriam iniciar agora o 5.º ano de escolaridade, mas que continuam sem estabelecimento de ensino definido.

“O meu filho vai iniciar o 5.º ano e continua sem escola. As aulas começam e não podemos continuar sem respostas nem saber onde os nossos filhos vão estudar”, denuncia uma mãe numa publicação feita no grupo do Facebook “Gentes de Fernão Ferro“.

A encarregada de educação apela ainda a outras famílias que estejam na mesma situação para que se manifestem, numa tentativa de perceber a dimensão do problema e aumentar a pressão para uma resposta das entidades competentes.

“Quanto mais formos, mais força teremos para dar visibilidade ao problema e chegar à comunicação social, se for necessário”, pode ler-se na publicação.

Indignação cresce e Ministério da Educação é chamado a responder

O caso não estará, segundo relatos que circulam nas redes sociais, limitado a uma única família. Vários comentários e testemunhos estão já a apontar para situações semelhantes, com encarregados de educação a exigirem respostas ao Ministério da Educação e às entidades responsáveis pela colocação dos alunos.

Há poucos dias — ou, em alguns casos, já em pleno período de arranque das atividades escolares — a ausência de uma escola atribuída deixa, famílias sem capacidade para organizar horários, transportes, atividades extracurriculares ou mesmo a vida profissional.

O problema assume especial gravidade por envolver alunos que transitam do 1.º para o 2.º ciclo, uma mudança de etapa escolar que deveria estar antecipadamente assegurada.

Para os pais, a questão ultrapassa já os habituais constrangimentos administrativos. O receio é que crianças comecem o ano letivo mais tarde do que os restantes colegas por uma situação que não depende delas nem das respetivas famílias.

“Os nossos filhos precisam de uma solução urgente”, conclui a mãe que lançou o alerta.

Perante o crescente número de queixas nas plataformas digitais, fica agora a pressão sobre o Ministério da Educação para esclarecer quantos alunos do concelho do Seixal permanecem sem colocação, quais as razões para o atraso e quando estará garantida uma resposta definitiva às famílias.

O Diário do Distrito acompanhará a situação e procurará obter esclarecimentos junto das entidades competentes sobre a dimensão do problema e as medidas previstas para assegurar que nenhuma criança fique para trás no arranque do ano letivo.

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