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Padeiro que salvou irmãos franceses quer acolhê-los em Portugal

Alexandre Quintas criou uma forte ligação às duas crianças encontradas abandonadas junto à estrada e admite recebê-las em sua casa caso a lei o permita.

Uma ligação que nasceu num momento de aflição

O padeiro Alexandre Quintas, que encontrou os dois irmãos franceses abandonados numa estrada entre Alcácer do Sal e a Comporta, revelou que gostaria de acolher as crianças caso as autoridades considerem essa possibilidade. O homem, que se tornou conhecido após ter socorrido os menores e alertado as autoridades, afirma ter criado uma forte ligação emocional com os dois irmãos durante as horas em que esteve a cuidar deles.

De facto, esta história continua a sensibilizar a opinião pública portuguesa. As crianças, com apenas três e cinco anos, foram encontradas sozinhas numa zona isolada do concelho de Alcácer do Sal, numa situação que as autoridades classificaram como extremamente grave.

O resgate que evitou uma tragédia

Tudo aconteceu quando Alexandre Quintas se apercebeu da presença das duas crianças numa berma de estrada. Perante o cenário, decidiu agir de imediato. Dessa forma, levou os menores para um local seguro, prestou-lhes assistência e contactou as autoridades.

A rápida intervenção do padeiro permitiu retirar as crianças de uma situação de elevado risco, evitando consequências potencialmente dramáticas. Desde então, Alexandre Quintas acompanhou com atenção o desenrolar do processo e manteve o interesse pelo bem-estar dos irmãos.

O gesto valeu-lhe, aliás, um amplo reconhecimento público e levou mesmo à sua distinção como “Herói CM”, uma homenagem atribuída pelo Correio da Manhã.

Padeiro tem o desejo de voltar a estar com os irmãos franceses

Ademais, em declarações recentes à CMTV, Alexandre Quintas admitiu que continua a pensar frequentemente nas crianças e que gostaria de voltar a encontrá-las. O padeiro afirma que a convivência durante aquele período difícil criou uma ligação especial e que mantém a esperança de saber como estão os dois irmãos.

Segundo o próprio, a possibilidade de os acolher surgiu de forma natural, motivada pela preocupação com o futuro das crianças e pelo afeto desenvolvido após o resgate.

Contudo, qualquer decisão relacionada com a guarda, acolhimento ou eventual adoção depende exclusivamente das entidades competentes e dos tribunais responsáveis pelo acompanhamento do caso.

Processo judicial continua a decorrer

Por outro lado, o caso levou à detenção da mãe das crianças e do companheiro, suspeitos de abandono de menores. As autoridades portuguesas abriram uma investigação para apurar todas as circunstâncias que levaram ao abandono dos dois irmãos em território nacional. Entretanto, os menores permanecem sob proteção das autoridades, enquanto decorrem os procedimentos judiciais e de proteção infantil necessários para definir o seu futuro.

A história dos dois irmãos franceses continua, sem dúvida, a gerar grande comoção tanto em Portugal como em França, sobretudo pela vulnerabilidade das crianças e pelo papel decisivo desempenhado por Alexandre Quintas no momento em que mais precisavam de ajuda.


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