Política

Orçamento do Estado 2025: PCP critica “manobra de diversão” nas alegações de reuniões secretas

O PCP considera que as alegadas reuniões secretas desviam a atenção dos problemas reais do Orçamento do Estado, como os benefícios fiscais e o financiamento da saúde.

O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, classificou as alegadas “reuniões secretas” no âmbito das negociações do Orçamento do Estado para 2025 como uma manobra de distração. O dirigente do PCP defende que essas acusações desviam o foco dos conteúdos concretos do orçamento, que, segundo o partido, não respondem às necessidades reais dos cidadãos.

Durante uma manifestação em Lisboa, onde se exigia paz no Médio Oriente e o reconhecimento de uma Palestina independente, Paulo Raimundo foi questionado sobre as acusações trocadas entre o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o presidente do Chega, André Ventura, a respeito das negociações secretas. Raimundo considerou que essa polémica surge como uma tentativa de “falar de tudo, menos do conteúdo” do Orçamento entregue pelo Governo.

O secretário-geral do PCP frisou que há uma elite satisfeita com o Orçamento, em referência aos grupos económicos, enquanto a maioria dos portugueses não vê respostas às suas preocupações. “Enquanto se trocam acusações sobre supostas reuniões secretas, ninguém está a falar dos 1.800 milhões de euros em benefícios fiscais, dos 1.500 milhões destinados às parcerias público-privadas ou dos 8 mil milhões que saem do Serviço Nacional de Saúde para beneficiar grupos privados”, apontou Raimundo.

Além disso, o PCP critica a falta de medidas concretas no orçamento para enfrentar problemas como a habitação e o aumento dos salários, sublinhando que “nada disto está a ser abordado”.

Paulo Raimundo também fez questão de lembrar que o orçamento prevê mais privatizações, como a da TAP, o que, segundo ele, é um passo perigoso. “As privatizações que já conhecemos, como a TAP e a ANA, são focos de alta corrupção e negociação. É preciso investigar estas situações até ao fim”, sublinhou.

O dirigente comunista finalizou dizendo que o debate sobre o orçamento deve centrar-se em soluções que beneficiem os trabalhadores e aumentem os salários e as pensões, e não em polémicas que apenas desviam a atenção dos verdadeiros problemas do país.



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